Faltam três dias para a eleição presidencial do Grêmio, onde os sócios irão escolher, no pátio e via internet, o Presidente do clube para o próximo triênio. E, embora, essa seja a primeira eleição onde o mandatário exercerá a presidência  por três anos, que poderão ser looooongos, intermináveis, dependo da capacidade  (da falta dela) daquele que vier a exercer o cargo (alguém pode imaginar o que seria a gestão Obino caso tivesse durado mais um ano? Provavelmente o clube teria fechado as portas, pediria licenciamento), praticamente NADA se fala sobre um tema tão importante.

As eleições no Grêmio, até a última mudança estatutária, eram realizadas em dezembro, após encerrada a temporada. Sob o argumento de que a eleição no referido período prejudicava/atrasava a montagem do elenco para o ano seguinte, uma vez que o Presidente eleito teria um tempo muito reduzido para tratar, p.ex., de contratações (a essa altura os demais clubes já estariam se movimentando no mercado em busca de reforços), elas foram adiantadas para outubro, permitindo, assim, que o planejamento para o ano seguinte se iniciasse cerca de dois meses antes do final da temporada.

No entanto, já no primeiro ano de aplicação da nova regra, a oposição do clube pede o adiamento das eleições para após a participação do Grêmio no final da Copa do Brasil, apostando, ao que parece, numa derrota do clube, única chance de “emplacar” o desconhecido (ao menos na política do clube, uma vez que como jogador foi um razoável lateral no início dos anos 90) Raul, que do nada se viu candidato (desafio alguém a referir uma única participação sua em algum assunto de relevância do Grêmio. Acho que 99% da torcida não sabia nem que ele era conselheiro). Por outro lado, temos o atual Presidente, Romildo Bolzan, que, alegadamente a título de evitar uma eventual “perda do foco” nesse momento em que o clube encontra-se na final da Copa do Brasil, já disse que não vai falar de eleições (embora a disputa ocorra cerca de dez dias ANTES do PRIMEIRO jogo da decisão).

Em meio a isso temos o sócio/eleitor, lastimavelmente privado de um importante debate a respeito do futuro do clube. A atitude do atual presidente, que, negando-se à discussão, evita seja confrontada a sua PÉSSIMA (ao menos dentro de campo) administração, sua fracassada política de contratações, a questão da compra da Arena, etc., mas, ao mesmo tempo, mantém o seu favoritismo para a disputa (ancorado na chegada à final da Copa do Brasil)  e evita que as luzes recaiam sobre seu opositor, (absolutamente desconhecido da torcida, como já referido), é um CRIME contra o Grêmio. O debate entre os candidatos deveria ser OBRIGATÓRIO, pois é um DIREITO do torcedor conhecer as idéias daqueles que buscama presidência, a maneira como pretendem colocar em prática essas idéias e, mais do que isso, vê-las confrontadas pelo opositor.

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3 Responses

  1. Gustavo

    Não considero péssima atuação do gremio em campo, visto que somos finalistas da copa do brasil.
    O que seria uma atuação razuavel dentro de campo na sua opinião? Campeão da libertadores ou ja ter ganhando o brasileiro com um turno de antecedência?
    A campanha do time dentro de campo não foi das melhores, mas está, na minha opinião, bem longe de ser classificada como péssima.

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    • Glauber

      Acho que a administração Romildo não se resume aos últimos dois meses, Gustavo, e ao fato do Grêmio ter chegado à final da Copa do Brasil (embora isso, tens toda a razão, não possa ser ignorado), mas aos últimos dois anos. E, com todo o respeito, acho que foi muito ruim se somarmos tudo o que vimos nesses 22 meses. Agora, aposta-se tudo no título da Copa do Brasil como forma de redimir todos os fracassos dessa gestão dentro do campo. Mas eu te pergunto, o que resta da gestão Romildo, no futebol, se não ganhar esse título? Eu me atrevo a responder: NADA! Fossemos campeões da Libertadores e/ou do Brasileiro com um turno de antecedência eu classificaria a gestão como genial!! Mas não chegamos nem perto disso, não é? A Libertadores foi um fiasco e a chance do título nacional se foi logo no início do segundo turno.
      Abraço e obrigado pelo comentário!

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  2. Rodrigo

    Acredito que essa chapa de oposição foi montada as pressas com único intuito de atrapalhar a vida política do clube e vou elencar dois exemplos claros.

    Fabio Koff Jr. conseguiu com uma conversa de celular derrubar o bom ambiente que existia dentro do clube ao detonar Rui Costa, que fez sim um bom trabalho com os recursos que teve, depois de sua saída o time se perdeu e a chegada do Guerra foi nefasta, tanto que não durou mto.

    Segundo, quem tem memória lembra exatamente o discurso de “posse” do presidente Romildo, austeridade financeira, reestruturação do clube e equipe, contratações modestas e para depois de 2 anos, sim, aumentar o poder de competitividade, aliado a quem sabe a disputa neste ano de dois títulos.
    E ao que me consta, fora o fracasso no gauchão o planejamento está de acordo, ou alguém acreditava que ganhariamos a LA com esse grupo?

    precisamos entender que nem sempre se ganha e que existem equipes tão bem estruturadas quanto a nossa.
    Eu vejo sim um trabalho sério e principalmente, que não se curva a críticas notadamente interesseiras, que visam exclusivamente conturbar.
    Acredito mto na continuidade de processos e mesmo que este ano o título não venha, acredito que por todo contexto diferente de tudo que foi feito nestes últimos anos Romildo merece mais uma oportunidade.

    A compra da Gestão Arena não pode ser um demérito a quem negocia, o plano de negócio está pronto e concluído, o grande problema é a Lava Jato e sendo assim, ninguém consegue resolver antes de liberação judicial.

    Pra finalizar, encher a chapa de ex-atletas para contar com seu carisma junto a torcida, mesmo que eles nunca tenham exercido funções importantes no clube é no mínimo temerário.

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