Após a derrota para o Palestino, temi pelo pior. Uma queda, não no desempenho do time, e sim nos resultados. Porém veio um empate contra o São Paulo(resultado normal), a vitória fácil sobre o Santa Cruz(resultado normal), a vitória sobre o Flu(Bom resultado e não estou nem aí para o STJD). Na prática, o rolo compressor Flamengo continuava passando por cima das adversidades. Mas alguns flamenguistas(Alô galera do Twitter!) não se deixaram enebriar pelas vitórias e ficaram temerosos com a queda na qualidade do jogo e no cansaço evidente.

maraca

A conta veio e não foi numa boa hora. A derrota para o Inter não foi ruim só em matéria de pontos e sim no comportamento dos jogadores. O time esteve bem abaixo do habitual desse segundo semestre. Era visível a virada colorada e só a sorte, que dessa vez não esteve do nosso lado, poderia salvar. As substituições de Zezinho também não encaixaram e a derrota foi iminente.

A entrada de Emerson, Alan Patrick e Fernandinho não surtiu efeito e todos se perguntam: Porque Mancuello não joga? Só um fator extracampo tira o argentino dos jogos. Veja, nem falo na sua titularidade. Falo dele jogar. Não concordo com a titularidade de Everton e Gabriel. Ficamos dependentes da velocidade e do bom futebol de Diego. Com Mancuelo e/ou A. Patrick o jogo é mais pensado e articulado. Perde em velocidade, ganha-se em qualidade. Lógico que a história muda de acordo com o adversário, mas começar com Patrick ou Mancuello ao lado de Diego é essencial. E vou mais além, caso uma suspensão ou uma lesão tire a estrela do time de cena por alguma rodada. Aí a dupla entra jogando junto.

ricardo

Independente das questões fora do campo, o campeonato não está perdido, porém ficou mais difícil. No último post, falei sobre a questão do “vacilo”. Flamengo e Atlético vacilaram e não podem errar mais. Os dois tem a seu favor a ausência de pressão. Sim, a pressão agora é toda verde. O vacilo Palmeirense ainda não veio. Faltam sete rodadas, times difíceis pela frente e estou completamente convencido de que os Porcos irão tropeçar. Cabe aos Rubro-Negros crescerem nesse momento, fazer valer o reforço do Maracanã e cumprir com a sua parte. A pressão se encarregará de derrubar os verdinhos.

Falando em Maracanã, tem que se ter cuidado. O Maraca é mais um elemento para combustão flamenga, tanto para o bem quanto para o mal. Quem for domingo ao jogo, deve apoiar do começo ao fim, entender que o adversário e extremamente difícil e está na briga por uma vaga na Libertadores. Torço para que Zé Ricardo não invente e faça o básico. O inicio do jogo é extremamente importante. Com a atmosfera certa, o time se portando bem e pressionando o Corinthians, temos bala na agulha para ganhar e seguir com o sonho. Se as vaias e críticas começarem, o Maraca se volta contra os bonecos rubro-negros e aí o adversário se aproveita da situação.

Após o time paulista, uma “final” vai rolar em Minas. Depois, o Botafogo e sua subida meteórica. Após o clássico, jogos que  na teoria são fáceis, porém são o calcanhar de aquiles do Urubu: Favorito contra times pequenos. Pegamos o América em Minas e o Coritiba no Rio. Encerramos contra adversários extremamente complicados: Santos e Atlético-PR. A tabela é complicada, só que na teoria do escriba, o ponto baixo do gráfico se foi. Agora é hora do Sprint final. Vamos torcer!

 

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Alagoano, Flamenguista desde que vi a camisa onze do Romário. Apaixonado pelo Rio, vivo no Maracanã. Goleiro nas peladas da vida, apreciador do Futebol e do que ele causa ao seu redor. Provavelmente me encontrará na Lapa tomando um chopinho.

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