Depois do jogo com o Botafogo, infelizmente, em razão de questões pessoais, não pude postar aqui um comentário. Cheguei a pensar em postar algo na terça-feira, mas, confesso (como torcedor fanático nem deveria admitir isso, mas é a verdade), pensei o seguinte: “deixa para quinta que aí já comento sobre as duas derrotas”. Sim, essa é, tristemente, a realidade do torcedor nesse 2016: o Grêmio, atuando fora de casa, não nos dá esperança alguma.

Chegam a ser engraçadas (em realidade, tragicômicas) as entrevistas pós-jogo. “Hoje nada deu certo”, “foi um jogo atípico”, “esse não é o Grêmio”, “não conseguimos encaixar nosso jogo”. Que monte de besteira. Tiram o torcedor para idiota. Será que imaginam que ninguém assiste aos jogos? Sim, porque “isso” É o Grêmio. O Grêmio que não jogou ABSOLUTAMENTE NADA contra Flamengo, Botafogo e Coritiba, que poderia ter tomado de quatro em QUALQUER desses jogos, tamanho foi o domínio do adversário. O “hoje” são TODOS os jogos longe da Arena, onde uma derrota nada tem de “atípica”, é o resultado normal e, até, esperado, pois o “nosso jogo” NUNCA se encaixa fora de casa. E a reação, a “indignação” (sempre é utilizado, quase de forma constrangida, o chavão de que “os atletas estão indignados”), fica resumida aos microfones, pois JAMAIS aparece dentro de campo.

Ontem, p.ex., nosso vice de futebol iniciou sua entrevista dizendo que “hoje foi uma jornada em que nada deu certo”. Coincidentemente, foi EXATAMENTE a mesma frase que ele usou ao iniciar sua entrevista depois da derrota para o Botafogo. E o que se fez para mudar depois de uma jornada onde “nada havia dado certo”? Se insistiu na escalação de Ramiro (só a psiquiatria pode explicar a obsessão doentia de Roger com esse jogador), que já havia sido “solução” (bizarra) quando o Grêmio perdia de 2×0 para o Botafogo domingo; se deu uma nova chance para o horrendo Henrique Almeida, escalou-se novamente o insuportável Marcelo Oliveira. Ou seja, NÃO SE FEZ NADA DE NOVO para evitar a repetição de uma jornada onde “nada deu certo”.

Roger, pela primeira vez pressionado por um imprensa babona, que se encanta com o seu “futebolês” e o leva livre mesmo diante do trabalho MEDÍOCRE realizado nesse 2016, defendeu-se dizendo que “os números mostram que acertei mais do que errei”? Será mesmo? Os números absolutos, provavelmente. Mas e os resultados? Como se diz, a estatística mostra tudo, menos o essencial. E o essencial é que, esse ano, o Grêmio fez um FIASCO no gauchão, sendo eliminado por um time de série C (!!), foi eliminado no primeiro mata-mata da Libertadores tomando UM BANHO DE BOLA tanto em casa quanto fora, e, no brasileiro, jamais conseguiu manter uma regularidade, brigando, agora, por um G4 que NÃO ENTUSIASMA MAIS NINGUÉM, até pelo fracassado histórico recente de participação do clube em Libertadores. Roger é bom treinador (nada mais que isso, nem de longe é aquele treinador que, no ano passado, se imaginou que ele já fosse), mas a realidade é que seus RESULTADOS são PÍFIOS.

Resta a Copa do Brasil. A estréia foi muito boa. Mas, sinceramente, será que alguém consegue ver esse time frouxo, que fora de casa já entra em campo derrotado, desanimado, desconcentrado, que não consegue se impor diante de qualquer adversidade, ganhando um campeonato onde o resultado fora é importantíssimo, decisivo, quase vital? Sejamos realistas: NÃO! Para sonharmos com esse título (a única esperança que nos resta nesse fracassado 2016) o Grêmio teria que ser uma “negação” dele mesmo. e nada indica que isso vá acontecer. E essa mudança só se daria com ATITUDE, tudo que esse grupo (jogadores, técnico direção) já mostrou que não tem.

 

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