Contrariando seu histórico recente em partidas longe da Arena o Grêmio buscou um belo resultado ontem em Curitiba. E, mais do que o resultado, chamou a atenção a tranquilidade com que foi obtida essa vitória.

O gol cedo com certeza deu mais confiança e segurança ao Grêmio e, parece, pesou muito junto aos jogadores do Atlético, ainda mais porque o time que já vinha de uma série de insucessos. Os paranaenses simplesmente não apareceram em campo no primeiro tempo, foram dominados de uma maneira quase constrangedora para um time que jogava em casa e, em nenhum momento, chegaram perto de sequer ameaçar uma superioridade gremista que, nessa etapa, foi acachapante. A idéia do Roger de escalar três volantes que marcam e tem (pelo menos dois deles) qualidade para chegar à frente deu certo e pode servir de solução para a saída do Giuliano, ainda mais com o retorno do Maicon, que tem muito mais qualidade que o Ramiro.

No segundo tempo pouco coisa mudou, os donos da casa se jogaram um pouco mais à frente (e nem poderia ser diferente) e, vá lá, vamos ser condescendentes, agrediram e chegaram a ameaçar, em raras situações, a meta gremista. Mas essa “reação” atleticana ficou muito longe de suplantar a superioridade do Grêmio, que teve sempre o controle da partida, embora exagerasse nos erros de passe. Nesse segundo tempo o time me pareceu muito lento, sem ultrapassagens, com pouca aproximação e chegando com pouca gente à frente. E vejam que mesmo assim criou quatro situações claras de gol (três imperdíveis) e poderia ter voltado classificado do Paraná, e com direito a goleada! Esse foi o retrato da partida, um Grêmio que, se não foi empolgante, foi infinitamente superior ao adversário (com esse time, onde o Atlético estava com a cabeça ao liberar o Walter?). Aliás, o jogo foi tão tranquilo que nem Ramiro e Marcelo Oliveira comprometeram.

Já faz um pouco de tempo que o Grêmio perdeu a sua aura de “time copeiro”. Insucessos como os recentes (vários) fracassos em mata-mata de Libertadores  e Copa do Brasil, inclusive com uma inaceitável eliminação para esse mesmo Atlético na Arena, na semi-final de 2013, arranharam a nossa imagem de “especialistas” nesse tipo de competição. Mas esse Grêmio de Roger, embora muito diferente do Grêmio eu cresci vendo jogar (nunca vi um time do Grêmio tocar tanto a bola quanto esse, às vezes chega a ser irritante…rrrss…), é também o melhor dos últimos anos, e se conseguir agregar um pouco do “espírito copeiro” que sempre nos caracterizou à organização e, sim, qualidade, que já demonstrou possuir, chegaremos fortes para buscar esse título.

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