E diria mais: resiste e não desiste de nos dar esperança de que possa chegar ao título! Sim, porque depois de dois resultados tão negativos quanto os empates contra América e santa Cruz, e mais, depois de um futebol tão pobre e frustrante quanto aquele apresentado nessas dois jogos, já se imaginava que estávamos fora da disputa pelo campeonato, e que nos limitaríamos, novamente, e se tanto, a uma briga por vaga na Libertadores.

Aí vem um jogo como o de ontem, onde o Grêmio, tão merecidamente criticado nos últimos dez dias, e ainda desfalcado de seus dois melhores jogadores, consegue, contra um adversário forte como o Corinthians, mostrar as suas melhores qualidades e renascer como pretende ao título. Nem parecia que estávamos assistindo ao mesmo time acomodado e sem vibração das últimas duas partidas. O Grêmio entrou muito forte, correndo, brigando, dividindo cada bola, postura essa que se manteve até o final do jogo. Começamos empurrando o Corinthians para o seu campo de defesa e antes, antes do primeiro gol, já tínhamos perdido uma chance “imperdível” com Bolaños, que depois viria a desperdiçar uma oportunidade ainda mais clara. Verdade que no primeiro tempo a defesa nos lembrou os seus piores momentos do ano, transformando em filme de terror qualquer bola levantada para dentro da área, e que, se não fosse a grande atuação do Marcelo Grohe, talvez o resultado fosse outro no intervalo, pois os últimos quinze minutos foram de pressão intensa do Corinthians. Mas esse intervalo fez bem ao Grêmio. A mão do treinador apareceu, Roger ajeitou o time (que não marcava bem na primeira etapa) e o gol do Éverton, logo no início do segundo tempo, liquidou o jogo. Depois disso, o mesmo Éverton perdeu uma chance cara a cara com Cássio, antes de Bolaños definir o placar em um momento em que o jogo já era todo nosso. Pedro Rocha ainda tratou de desperdiçar outra grande oportunidade.  Os paulistas também foram à frente, é verdade, e mais uma vez a zaga gremista mostrou deficiência na bola área, essa continua sendo uma questão que merece atenção especial (embora caiba salientar que não tomamos gols a quatro jogos).

A grande questão, no entanto, agora é: conseguirá o Grêmio manter o mesmo padrão de atuação no final de semana que vem contra o Flamengo, fora de casa? Pois essas são duas circunstâncias que tem nos afetado muito nesse 2016. A falta de uma regularidade nas atuações e uma grande dificuldade em vencer longe da Arena. Alias, não apenas “vencer”, mas demonstrar, fora , o mesmo nível de atuação que o time normalmente alcança em casa. Verdade que rendemos mais contra adversários que propõem o jogo, como certamente será o caso do Flamengo, e isso é, de certa forma, um alento. Mas não é menos verdade que fora de casa o time do Grêmio, apesar de sempre demonstrar organização e padrão de jogo, parece se “apequenar”. Esse será, talvez o maior desafio da semana, mobilizar o time para que entre em campo, nesse confronto contra um adversário direto na tabela, com a “faca nos dentes”, e com a mesma postura vencedora demonstrada ontem.

 

About The Author

Leave a Reply

Your email address will not be published.