Com as saídas de Alan Kardec e Jonathan Calleri, o São Paulo teve de ir ao mercado buscar um centroavante. E o reforço é Gilberto, atacante com passagens por Internacional, Vasco e Portuguesa, que estava no Chicago Fire-EUA. Ele já estreou – e em um jogo importantíssimo – no último domingo: clássico contra o Corinthians.

Ao QQD, o novo matador do São Paulo concedeu uma entrevista exclusiva. Falou sobre sua experiência na liga americana, sua volta ao Brasil e sobre a recepção no novo clube. Já de cara, explicou o que motivou sua volta ao Brasil: a cobrança e a visibilidade. “Até por jogar no São Paulo, a pressão e a cobrança tendem a aumentar”, destacou Gilberto.

Gilberto vestindo o manto são-paulino (Foto: Divulgação)

Pela liga do Tio Sam (e agregados canadenses), Gilberto vestiu as camisetas de Chicago Fire e Toronto FC. “O trabalho físico é diferente do brasileiro”, explica. “É uma metodologia diferente, eles gostam muito do treino funcional, não se treina tanto. Em compensação, se joga com muita intensidade nas partidas”.

Por falar na MLS, a curiosidade dos fãs de futebol é sempre grande quando há uma nova tentativa de firmar o soccer por lá. Sempre se destaca a organização das ligas norte-americanas, em linhas gerais. Contudo, para o camisa 17, o Brasileirão é ainda mais organizado. “São dois métodos diferentes. São maneiras diferentes de se enxergar o futebol. O Brasileirão é tradicional, há uma cobrança maior, é um campeonato disputado por grandes equipes, e eu cheguei num time grandioso, que é o São Paulo. É uma clube multicampeão, vários títulos importantes” acentua Gilberto, que completa: “é por essas e outras que eu quis voltar pro Brasil”.

Com o novo manto, o alagoano terá um comandante que ele caracteriza como “diferente”: Edgardo Bauza. E, apesar de pouco tempo, já elogia El Patón. “Eu ainda não tive muito tempo com ele, mas já percebi que é um cara diferente. É muito coletivo, muito família. Como todo treinador, quer sempre ver seu time em boas condições para entrar em campo e sair com a vitória”.

Substituir Jonathan Calleri, que escreveu sua história no clube em apenas seis meses, não será uma tarefa fácil no São Paulo. Mas ele afirma que deseja ser mais um atacante a deixar sua marca na memória dos são-paulinos. “Cada jogador tem que fazer sua história. O Calleri fez a história dele em pouco tempo, conquistou a torcida. Estou chegando agora, estreei no último domingo, passou a ansiedade do primeiro jogo. Agora é buscar escrever uma história bonita e a renovação com o clube, que é a minha principal meta para 2016.”

Gilberto: “Já passou a ansiedade pela primeira partida” (Foto: Rubens Chiri/São Paulo)

Gilberto traçou suas perspectivas para o restante da temporada. “Vamos, sim, brigar pelo título. O São Paulo é uma equipe grandiosa, é o normal você figurar no topo da tabela jogando num clube esse tamanho”.

Para finalizar, o atacante comentou também sobre a partida seguinte da equipe, contra o Grêmio, fora de casa. O confronto está marcado para o próximo domingo, às 16h. “Sei da dificuldade que é jogar na Arena do Grêmio, é uma briga direta, são duas equipes que estão na parte de cima da tabela. Vamos com a intenção de sair com a vitória. Vou ficar feliz se participar do jogo. O objetivo principal é vencer a partida, mas marcar meu primeiro gol pelo São Paulo nesta partida seria especial”, conclui.

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Henrique Chaparro

Diretor-geral dos sites QQD e Falando de Premier League. Criou o QQD em 2013 e não parou mais. Torce para Internacional acima de tudo e vai com a cara do Liverpool. No FIFA 17, gosta de jogar clássicos argentinos. Acredita que o rei do futebol é brasileiro.

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