Quando acabou o primeiro tempo e incrivelmente o placar mostrava zero a zero, peguei uma cerveja gourmet na geladeira,sentei-me com toda calma do mundo no sofá e torci. Temi pelo pior. O Fla tinha amassado o Corinthians, perdido uma carreata – furacão de gols e não anotou gols. Se a crise era na defesa, o cenário mudou: O ataque, e não o meio-campo, SÓ o ataque é questionado.

E não falo de Guerrero. Note que o peruano até recebeu algumas bolas em que podia fazer alguma coisa, mas sua passagem no Fla vem sendo de coadjuvante: Atrai marcação, briga com os zagueiros, abre espaços. O problema é com quem ele joga ali na frente. O ano começa com Sheik sendo seu companheiro de ataque de um lado e Everton do outro. Não funcionou. Agora joga com M.Cirino. Sinceramente, falar de Menino Cirilo é chover no molhado: Que ele tem velocidade, isso é óbvio, mas não existe algo planejado. É como um cachorro louco correndo e quando tem a bola não sabe o que fazer com ela.

A primeira lição aprendida na tarde de domingo no Itaquerão foi emocional: O gol corintiano aniquilou os bonecos rubro-negros. Após o gol, pareciam um bando de retardados em campo que não sabiam o que faziam ali. A segunda lição é referente ao estado físico: Se você gasta todas suas energias em quarenta e cinco minutos, com apenas quinze de intervalo, obviamente no segundo tempo você não terá aquele gás todo. Talvez pela ideia de bater de frente com os donos da casa no local deles, nossos jogadores gastaram suas fichas em uma única etapa. Isso é válido quando se faz gol. Por isso o meu temor no intervalo. Gastamos nossas fichas de uma vez só.

Muralha mais uma vez bem. De goleiro estamos bem servidos. Não teve culpa em nenhum gol. Rodinei é o exemplo do que acabei de falar: Correu,criou,marcou e se lançou ao ataque no primeiro tempo. No segundo, cansou,deixou-se abalar com o gol adversário, não conseguiu fazer mais nada e ainda se machucou. Forças ao lateral,tristeza nossa que teremos Pará no seu lugar. O lado direito, forte do nosso time,morreu. Do outro lado, eu nem preciso escrever: A única diferença entre Jorge e Rodinei é que o esquerdo só tomou uma bolada no primeiro gol, não chegou a quebrar nada.

A zaga dessa vez, não apresentou falhas graves. Um errinho ali, outro acolá, porém nada que comprometesse em termos de vacilo. Novamente, cansado e abalados com o gol, pararam. Não pode. M.Araújo segue a procissão da turma “Fudeu, tomamos um gol”. Enquanto o jogo estava empatado, fazia seu papel naturalmente. Depois, está até agora procurando o Romero. Sobre Arão: Está auxiliando o Araújo na busca pelo paraguaio.

A.Patrick e Ederson jogaram muitíssimo bem no primeiro tempo. Fizeram o que foram contratados para fazer: Criaram, deram passes, chutaram,ofereceram algum perigo. Se mesmo tomando um gol, a bola continuasse a mesma, talvez estivéssemos escrevendo sobre um empate.

Nessa entoada, a expulsão de Zezinho teve sua participação. Não sei, sempre falo que se fosse o Felipão na copa, ao tomar o primeiro gol,mandaria alguém da comissão técnica entrar em campo, pedia para algum torcedor sair correndo pelado… Alguma providência eu iria tomar. Com nosso técnico(agora com a derrota, interino) expulso, Jayme, que ficou em dois mil e quatorze e nunca mais voltou, assistiu incólume a derrocada flamenguista.

Fonte: Site Flamengo Oficial

Fonte: Site Flamengo Oficial

A entrada de Everton e Thiago Santos surtiram tanto efeito quanto o meu temor e minha cerveja no sofá: Me causaram dor de cabeça(nunca mais compro aquela cerveja) e sono.

O bom do campeonato brasileiro é que nem dá tempo de ficar triste. Mas dá para ficar preocupado: O time pega o Atlético Mineiro em Brasília. Quem dera se o jogo fosse em Cariacica de novo. O pessoal da capital federal fake(até hoje acho que a capital deveria continuar sendo o Rio de Janeiro) anda muito desanimado. Talvez uma promoção de ingressos ajude. A boa notícia é que o jogo é só domingo. Dá tempo do Zé acalmar,pensar em algo, conversar com o Jayme,acertar o time e enfrentar de cabeça erguida o Galo. E com lições aprendidas.

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Alagoano, Flamenguista desde que vi a camisa onze do Romário. Apaixonado pelo Rio, vivo no Maracanã. Goleiro nas peladas da vida, apreciador do Futebol e do que ele causa ao seu redor. Provavelmente me encontrará na Lapa tomando um chopinho.

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