Acordei, tomei meu café da manhã, e, finalmente, neste tempo de férias, pude parar e rever a tabela do Paulistão da A1, que. mesmo após seu término, sinto novamente o peso do rebaixamento do Capivariano, time da minha cidade, à Série A2. Rebaixamento não, é um termo leve. Os quatro últimos (com os planos de mudança no Paulista, nessa temporada seis clubes) que caem da primeira divisão, desde o começo do século, são engolidos pelas dívidas e faltas de verba nas divisões inferiores. O desafio é tentar subir na primeira temporada de A2, caso contrário, lamento dizer mas a permanência dele na divisão e futuramente no Campeonato Paulista, se torna difícil.

Kleiton Domingues em campo pelo Capivariano

Kleiton Domingues em campo pelo Capivariano

Os cinco clubes paulistas nas 10 primeiras posições do Brasileirão são um reflexo da evolução, do gerenciamento renovado e de suas boas finanças, que, apesar das dívidas, ainda tem benefícios monetários de sobra. E essa boa condição continua até o atual 14º colocado do Paulistão desse ano, que conseguiu não cair e se safar do Z4 na última rodada.

Situações desses clubes:

Além dos cinco nas dez primeiras posições do Brasileirão, não vemos nenhum na Série B do Brasileiro. Inclusive vemos o completo oposto, o Oeste que caiu na Paulistão ostenta a 12º posição, enquanto o Bragantino que quase subiu no Paulistão A2 vai caindo na 17º posição, salientando ainda mais a baixa qualidade e investimento dos times da A2.

Na Série C temos cinco paulistas no grupo de 10 equipes da região. O Guarani, surpresa, foi meio de tabela na A2, e agora lidera, seguido pelo Botafogo de Ribeirão, que fez grande campanha na A1, venceu a Série D e vem crescendo, e em terceiro outra surpresa, o Mogi Mirim, que caiu no Paulista e vem tentando ser vendido já há algumas temporadas. Em 8º e antepenúltimo, vemos a Portuguesa, que teve a mesma situação do Guarani no Paulistão. Para salientar a diferença de investimentos entre as divisões do estado, vemos o Guaratinguetá, que há pouco tempo estava fazendo boas campanhas na Série B do Brasileiro e agora está com apenas um ponto, na última colocação da Série C e foi rebaixado para a B1 (quarta divisão) do Paulista! Provavelmente o clube irá licenciar pelos próximos anos, rumo que muitos clubes paulistas têm tomado nos últimos anos.

Equipes licenciando é o resultado de um grande problema do planejamento da competição. A Série B1 conta com 30 clubes (antes dos licenciamentos, mais de 50!) e apenas 4 vagas para subir à uma divisão que você continuará tendo que pagar para jogar. Agora, com os planos de diminuição de equipes nas outras divisões (20 para 16 clubes nas Séries A1, A2 e A3), a B1 ficará ainda mais inchada. Não há motivos para uma equipe entrar numa competição com mais de 40 adversários concorrendo para apenas quatro vagas de acesso, cujas as quais não apresentam benefícios.

Atualmente, para deixar claro os problemas de orçamento das equipes da Série A2 para baixo, 51 equipes estão atualmente licenciadas, com exceção de algumas que voltaram em atividade apenas na atual Copa Paulista! Algumas tradicionais, como o XV de Jaú, Palmeiras B, Jacareí, Pirassununguense, e outras que tiveram sua ascensão nos últimos anos, como o Guaçuano e o São Vicente.

Clube Atlético Taquaritinga, que licenciou após ser roubado na reforma de seu estádio

Clube Atlético Taquaritinga, que licenciou após ser roubado na reforma de seu estádio

 

E, com a mudança na formação das divisões, mais licenciamentos virão. Provavelmente Barueri, Guaratinguetá e América de Rio Preto interromperão seu futebol pelos próximos anos. Nem tudo são flores no atual Campeonato Paulista.

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Torcedor de Santos e Spurs. Apaixonado por Brasileirão e Premier League. Tem o sonho de estudar e trabalhar com o melhor esporte já criado.

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