Depois do terceiro vexame consecutivo nos últimos dois anos, os brasileiros têm enfim, uma boa notícia para comemorar, o treinador Adenor Leonardo Bacchi, mais conhecido como Tite, deixará o comando do Corinthians e assumirá a Seleção Brasileira, a CBF ainda não o anunciou oficialmente, mas o clube paulistano já anunciou sua saída para a seleção. Desde 2006, não havia um nome que agradasse tanto o país quanto o nome de Tite, quebrando a sina de Dunga-Parreira-Felipão, o ex-treinador corinthiano aparece como uma salvação para o que (não) ocorre dentro de campo, mesmo que a escolha tenha sido feita por pressão e não por convicção da CBF em um método de trabalho, é a melhor escolha que o Brasil poderia ter.

O treinador assume a seleção com a missão de resgatar o prestígio perdido pela equipe nos últimos anos, com atuações fracas e eliminações vexatórias, o antes respeitado Brasil, tem caído frente a adversários inferiores e não tem mais o antigo respeito frente a rivais menores. Para os jogadores será uma mudança e tanto, pois, antes acostumados a trabalhar com treinadores ultrapassados, verdadeiras caricaturas de técnicos, terão agora, alguém que trabalha sério e entende o que faz, a seleção voltará a ter os melhores e trabalhar com os melhores dentro das quatro linhas.

Sobre a carreira de Tite, o treinador apareceu para o Brasil treinando o Caxias/RS, campeão estadual pelos clube, alçou voo ao Grêmio, no qual fez sucesso e venceu o campeonato estadual e a Copa do Brasil, após isso, rodou pelo futebol brasileiro e futebol asiático, alternou entre boas e más campanhas, foi mal no Atlético/MG, foi campeão da Copa Sul-Americana pelo Internacional. Mas, em 2010, ao fechar com o Corinthians, sua carreira decolou, eliminado pelo Tolima/COL pela pré-Libertadores em 2011, Tite resistiu, o resto da história todos sabem, campeão paulista, brasileiro, sul-americano e mundial, saiu do Timão para um período sabático e voltou melhor, voltou para ser campeão nacional novamente, Tite deixa o Corinthians com seis títulos em quase cinco anos de trabalho, o maior vencedor da década e o maior treinador da história corinthiana.

Tite mudou o patamar do Corinthians (Foto: Corinthians/Divulgação)

Tite mudou o patamar do Corinthians (Foto: Corinthians/Divulgação)

Agora, pela seleção, o trabalho será duro e Tite terá que montar uma equipe competitiva, peças não faltam, mas falta trabalho, o que não há pelo menos desde a última Copa das Confederações. O primeiro passo para o treinador é montar uma lista de convocados mais justa e coesa que as anteriores feitas por Dunga, nomes como Thiago Silva, Marcelo e Oscar – preteridos por Dunga – precisam ser recuperados e bem utilizados na seleção, jogadores como Neymar, Douglas Costa, Willian e Philippe Coutinho precisam ter espaço e confiança para jogarem pela seleção o que jogaram em suas últimas temporadas européias, Casemiro precisa ganhar espaço e o gol ter um nome de confiança, mesmo que seja Alisson, ele precisa ter mais respaldo.

Esses são só alguns pontos que serão fundamentais para o equilíbrio do time dentro de campo, além disso, é importante que Tite recupere a confiança de seus jogadores, afinal, o Brasil vem de uma eliminação para o Peru pela Copa América Centenário, desastre precedido por uma eliminação para o Paraguai pela Copa América e um 7×1 para a Alemanha pela Copa do Mundo.  A missão de Tite é a Copa do Mundo, com o Brasil em 6º nas eliminatórias sul-americanas e sem nenhuma competição à disputar com sua seleção principal, o foco é todo em garantir uma vaga para o mundial na Rússia em 2018.

Thiago Silva e Marcelo precisam ser recuperados por Tite (Foto: Zimbio/Divulgação)

Thiago Silva e Marcelo precisam ser recuperados por Tite (Foto: Zimbio/Divulgação)

É o grande desafio da vida de Tite, mas também é a grande oportunidade, o respaldo da torcida, o treinador gaúcho já tem, precisa se provar com o time rendendo em campo, trabalho duro não existem dúvidas de que haverá, afinal, Tite mostrou isso ao treinar o Corinthians e vencer tudo. O grande ponto é como recuperará o respeito perdido pela seleção, para isso é importantíssimo que haja simbiose entre time, torcida e comissão técnica, os problemas da confederação brasileira não podem entrar no gramado.

O que está ocorrendo com a seleção desde a Copa de 2010, não pode continuar, pois, talentos não faltam para que a equipe possa se provar em campo, faltava alguém com boas ideias e trabalho duro, o nome certo é o de Tite. O caminho até 2018 será longo e a caminhada – certamente – será dura, mas com bons personagens, a seleção brasileira tende a voltar ao topo, ao menos dentro de campo, fugindo das amarras do passado e superando os tempos sombrios que os antigos “generais” impuseram, nesta terra onde Felipão, Parreira e Dunga foram reis, só um operário como Tite pode nos ajudar.

About The Author

Amante do esporte, presente em uma das tantas curvas da highway. Mineiro, acima de tudo Cruzeiro. Fã de futebol rápido, não necessariamente rasteiro. Acredita na Copa do Mundo como momento máximo do esporte.

Leave a Reply

Your email address will not be published.