Entender a Seleção italiana é muito difícil. Uma equipe que une, ao mesmo tempo, um subjetivismo e um pragmatismo muito forte. No entanto, dificilmente desrespeitada pelos seus adversários, pois caso isso aconteça, a Itália tira forças de onde ninguém espera e surpreende a todos com seu futebol único e, por muitas vezes, admirável.

Hoje, contra a Bélgica, pela Eurocopa 2016, os italianos provaram que ainda estão fortes. Não é uma força de jogadores esplendorosos, como a Itália já teve em muitos anos, ou de alto nível técnico, como Pirlo, Maldini e Baggio, pelo contrário, o maior poder da azzurra atualmente é sua determinação e amor pelo país que representam. O maior exemplo disso, como toda certeza, é o lendário goleiro Buffon, que aos 38 anos de idade ainda representa sua Seleção como se cada partida fosse seu primeiro jogo.

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Giaccherini marcou o primeiro gol da azzurra na Euro 2016 e ainda foi eleito o melhor jogador da partida. (pt.uefa.com)

A vitória contra a tão bem falada geração belga provou que o individualismo dificilmente vencerá uma equipe unida e com muita vontade. Uma seleção que preza mais por uma defesa sólida e segura, do que ter uma ataque badalado, mas que pouco rende em momentos decisivos.

Não estou afirmando que a Itália depois do jogo de hoje é a favorita ao título da Euro, mas sim, para abrir o olho com essa Seleção que sempre começa desacreditada e no final do torneio chega com reais chances de títulos. Para a Seleção brasileira, infelizmente, falta um pouco de Seleção italiana ultimamente, pois camisa pesada e tradição ambas tem, o que falta para uma e sobra para outra é o respeito pelo país que os jogadores representam.

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