Goleiros: Neuer, Ter Stegen, Leno

Defensores: Mustafi, Hector, Howedes, Hummels, Can, Rudy, Boateng, Rudiger
Meias e atacantes: Khedira, Schweinsteiger, Ozil, Schurrle, Podolski, Reus, Müller, Bellarabi, Gotze, Mario Gomez, Brandt, Sané, Kroos, Draxler, Weigl, Kimmich

APOSTA: Julian Brandt. O winger cativou os olhares da nação ao destruir qualquer adversário que viesse pela frente em sua passagem pelas categorias de base do Wolfsburg. Desde a sua transferência para o Bayer Leverkusen, amadureceu como um jogador mais consciente de suas ações. Veloz, resistente a embates físicos e produtivo ao extremo, pode ser um coringa importante para o grupo.

CRAQUE: O selecionado germânico está recheado de craques e conta com no mínimo cinco nomes facilmente considerados de nível world-class. O mais talentoso, porém, é Mesut Ozil. O armador sempre demonstrou qualidades inegáveis, desde o início de carreira no Werder Bremen e passando pelo Real Madrid. No Arsenal, seu rendimento chegou a outro patamar. Apesar de ter jogado os primeiros meses com um peso enorme nas costas, o camisa 10 calou todos os críticos com uma temporada brilhante. Quando os companheiros acompanham sua linha de pensamento, pode ter certeza que bons frutos serão colhidos. As 19 assistências numa equipe inconstante são a prova disso.

O TIME: Nos últimos amistosos, uma espécie de 325 vem sendo testada. Os resultados – na atuação e no placar -, porém, devem fazer com que tal ideia seja deixada de lado e a Alemanha jogue no seu 4231 clássico, sem muitos detalhes. O time base deve ser algo muito próximo disso: Neuer; Can, Boateng, Hummels, Hector; Kroos, Khedira; Reus, Ozil, Gotze e Müller. Uma espinha dorsal muito qualificada, com alguns pontos baixos. Taticamente falando, os princípios são os do entrosamento e da liberdade de movimentos no ataque.

Lá atrás, a defesa é bem fechada e os laterais não são tão ofensivos como no resto do mundo. O meio-campo consiste de duas peças mais responsáveis por comandar a transição por meio de passes curtos ou longos do que conduzir a bola (ainda mais após a lesão de Gundogan). O quarteto de frente, por sua vez, procura criar superioridades em relação ao adversário e é totalmente imprevisível nas ações – com ou sem a posse. O Brasil que o diga.

O TÉCNICO: Joachim Low é um dos treinadores mais longínquos no futebol internacional. Após obter sucesso em oito clubes, se tornou o assistente técnico de Jurgen Klismann na Nationalelf em 2004. Ao fim da Copa de 2006, o atual comandante dos Estados Unidos decidiu não renovar o seu contrato e abriu caminho para que o então auxiliar assumisse de vez o time principal. Desde então, o técnico tem sido alvo de muitas críticas e muitos elogios. Algumas convocações arregalam o olho do torcedor e a estratégia as vezes é questionada, mas no geral o recorde é bom: em duas Copas, um terceiro lugar (2010, África do Sul) e o fatídico título em 2014, aqui no Brasil.  

DESEMPENHO NAS ELIMINATÓRIAS

Como esperado, o rendimento na fase de qualificação foi soberano. Naturalmente, algumas atuações medianas foram observadas dentro de campo, mas os resultados não abriram brechas para qualquer desastre maior. Os únicos deslizes foram diante da Irlanda – um empate, em casa e uma derrota, fora – e da Polônia, que derrotou os visitantes por 2 a 0. No total, 22 pontos de 30 disputados e a liderança do Grupo D consolidada.

CURIOSIDADE

A Alemanha é cheia de ídolos, conquistas e histórias vitoriosas para contar. Algumas derrotas, entretanto, também entraram definitivamente para o folclore do futebol. Após alcançar apenas as quartas de final da Copa de 62, a DFB (a CBF deles) fez mudanças drásticas para buscar evolução. Introduziu o profissionalismo no esporte de vez, a Bundesliga foi criada e o comando técnico sofreu alterações. Nas duas edições posteriores do torneio, porém, o desejo máximo não foi alcançado.

Em 66, o conjunto liderado por Helmut Schoen chegou a grande decisão depois de bater o esquadrão da União Soviética nas semis. Na final, emoção não faltou em Wembley: dois a dois foi o placar no tempo normal, com direito a um gol salvador – apenas no momento – de Weber Wolfgang aos 44 da segunda etapa. A prorrogação, porém, reservava dois gols de Geoff Hurst – um em cada período -, incluindo o icônico lance em que a bola não entrou, mas foi validada pelo árbitro Gottfried Dienst.

Quatro anos depois, em 70, os alemães também deram de cara com o English Team no mata-mata. A partida também foi movimentada e cheia de imprevisibilidade, mas teve um final feliz: 3 a 2. As semis, por outro lado, não foram tão doces. O gosto amargo foi consolidado também no extra-time, considerando que as equipes empataram por 1 a 1 nos primeiros 90 minutos. O histórico Gerd Muller marcou duas vezes e, em condições normais, levaria sua equipe à frente. Mas falamos de futebol, né? A Itália foi ainda mais avassaladora e anotou três tentos – Burgnich, Riva e Rivera foram balançaram as redes e finalizaram o encontro que hoje é conhecido como “O Jogo do Século’’ em ambas as nações envolvidas.

Vale lembrar que na época os representantes eram da Alemanha Ocidental.

HISTÓRICO NA EURO

Título: 1972, 1980, 1996

Vice: 1976, 1992, 2008

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