Raça, segurança, confiança, liderança, comprometimento… são muitas as palavras que podem descrever Maicon Pereira Roque, zagueiro que chegou ao São Paulo em fevereiro, vindo do Porto, e em pouco mais de 4 meses já conquistou a exigente torcida tricolor.

A identificação foi imediata. Carente de um zagueiro com as características de xerife, a torcida do São Paulo se encantou com o zagueiro, que logo assumiu a posição e fez belos jogos com a camisa do Maior do Mundo. Maicon não foi importante apenas na defesa, no ataque também foi essencial, marcou dois gols belo São Paulo, um no finalzinho de um jogo contra o Oeste, pelo Paulista, e outro contra o Atlético-MG no Independência, pela Libertadores, em um momento em que o SPFC precisava – e muito – do gol.

Imagem criada pela torcida, pedindo a permanência do zagueiro

Imagem criada pela torcida, pedindo a permanência do zagueiro

No entanto, quando foi contratado, dia 14 de fevereiro, ficou acertado com o Porto que o contrato iria apenas até 30 de junho, logo, não poderia jogar as semifinais da Libertadores caso avançasse. E o São Paulo avançou. Agora a diretoria corre para se acertar com o clube português e manter o projeto de ídolo no Morumbi.

Agora a prioridade é – ou deveria ser – essa: manter Maicon. O apelo é tão grande que o diretor Luiz Cunha abandonou o clube nesta terça (07) alegando divergências com outros cartolas, porque eles teriam contratado Cueva por um alto valor sem fazer o devido investimento ao nosso zagueiro.

 

Não é para menos, Luiz Cunha está certo. Maicon é responsável direto pela mudança de postura do São Paulo e pela melhoria até aqui do sistema defensivo do time de Bauza. Se pedirem para para a torcida são-paulina puxar na memória o nome de um zagueiro que se adaptou tão bem quanto Maicon, acredito que a maioria puxaria Miranda, que saiu em meados de 2011. De lá para cá, 5 anos a procura de um xerife e desde 2013 buscando alguém de confiança para atuar ao lado do jovem promissor Rodrigo Caio.

Neste tempo, passaram no São Paulo nomes como Rhodolfo, Rafael Toloi, João Filipe (!), Antônio Carlos e etc, e nenhum deles atingiu uma identificação tão forte quanto Maicon, e tampouco jogou tanto quanto ele. Agora que a diretoria enfim acertou em um nome, deixá-lo escapar seria uma burrice enorme. Nenhuma carência do tricolor era tão grande quanto a de um zagueiro, repito: nenhuma.

Portanto, prezados diretores: antes de gastarem milhões com um reforço de fora, façam de tudo para manter nosso maior reforço aqui. A torcida clama por isso. FICA, MAICON! E VAMOS, SÃO PAULO!

Saudações Tricolores!

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