A organização precede a vitória.

Desde a direção da mais alta cúpula, passando pela tática em campo, até o jardineiro do clube. A organização, mais que o dinheiro, anda ao lado dos campeões.

Leicester, Audax e Atlético de Madrid são provas disso. Apesar de os Colchoneros estarem em um nível muito superior aos outros dois, é um clube que não tem fama de multimilionário.

Todos esses times são surpresas. As raposas sagraram-se campeões da Barclays Premier League. O Audax, depois de despachar São Paulo e Corinthians, disputa a final do campeonato paulista com o Santos. O Atlético de Madrid deu um bom passo para chegar à final da Champions League, vencendo em casa o Bayern de Munique por 1×0.

É claro que o dinheiro facilita a vinda de troféus, por comprar quase tudo. E é nesse “quase” que a organização entra. Não se compra organização. Cria-se organização. E organização torna-se um hábito.

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Qual o hábito desses três times?

O campeão inglês é o que mais faz lançamentos longos. Criaram um hábito de jogar assim. O Audax é o time que mais troca passe no campeonato Paulista. Criaram um hábito de jogar assim. O Atlético de Madrid tem a melhor defesa do futebol, a menos vazada em todos os campeonatos do mundo. Criaram o hábito de jogar assim.

E sabe qual o problema de jogar com times que têm hábitos tão enraizados? Por ser um hábito, os jogadores desses três times não precisam pensar para agir. Eles o fazem. Bem como você respira. O tempo de reação dos atletas adversários, mesmo que por centenas de segundos, é menor. E são esses segundos que decidem campeonatos.

Não há dinheiro que compre um hábito.

Torço para que os clubes brasileiros se organizem e que voltem a ter o hábito de vencerem. Precisamos, urgentemente, voltar a ser o país do Futebol.

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