“Bola na trave não altera o placar, bola na área sem ninguém para cabecear…”

É, Deivid conhece bem essa história e após três jogos sem que seu time balançasse a rede, ele chegou ao fim da linha na Raposa, após empate por 0x0 com o América/MG e eliminação precoce no campeonato estadual, o treinador deu adeus à Toca, essa eliminação somada ao fracasso na Primeira Liga, ao empate com um time – praticamente – reserva do Campinense e o futebol ruim, sepultaram Deivid no comando técnico cruzeirense.

A verdade é que o treinador não emplacou, até viveu bons momentos, como as vitórias sobre Uberlândia e Atlético/MG, mas foram amostras mínimas para quatro meses de trabalho, a equipe não engrenou e não apresentou um futebol consistente nesta primeira metade do ano, foi eliminado precocemente de dois campeonatos e não estreou bem na Copa do Brasil. Além disso, o discurso do treinador, também incomodou os dirigentes, sempre alegando um preconceito com treinadores jovens e pedindo tempo para trabalhar, sem reconhecer as limitações da equipe, Deivid foi cavando sua própria cova.

O elenco celeste não é o melhor do Brasil, mas também passa longe de ser ruim, Mano Menezes fez um segundo turno espetacular no ano passado, comandando esses mesmos jogadores, aliás, com algumas peças a menos, jogadores como Romero, Sánchez Miño e Rafael Silva – importantes em 2016 – chegaram no início da temporada. A equipe chegou a apresentar excelente futebol e criar perspectivas para este ano, mas que logo acabaram, com as péssimas atuações sob o comando do ex-auxiliar Deivid.

(Foto: Divulgação/Cruzeiro)

(Foto: Divulgação/Cruzeiro)

Agora, o foco celeste é na Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro, novos nomes já são cogitados para assumir a Raposa, o preferido da cúpula celeste é Jorginho, que vem fazendo bom trabalho no comando técnico do Vasco da Gama. Além dele, nomes como Abel Braga, Falcão, Marcelo Oliveira e Ricardo Gomes estão sendo ventilados, mas não há nada de concreto em torno deles. O certo é que só de trazer um treinador, a equipe já deve melhorar, pois Deivid foi um grande jogador, apareceu bem como auxiliar, mas não pode ser considerado um técnico, principalmente, em uma equipe grande, não está pronta para enfrentar e superar toda esta pressão.

O treinador que chegar a Toca, terá a missão de fazer o time jogar bem, como ocorria quando Marcelo Oliveira e Mano Menezes treinaram a equipe, bons jogadores para isso, o treinador terá, nomes como Fábio, Mayke, Dedé, Henrique, Romero, Ariel Cabral, Élber, Alisson e Willian são e serão peças importantes no processo de retomada celeste, não precisa de reinvenção, mas retomar o caminho que a equipe vinha seguindo desde o fim de 2015, aquele time promissor, não pode virar esta equipe burocrática.

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Amante do esporte, presente em uma das tantas curvas da highway. Mineiro, acima de tudo Cruzeiro. Fã de futebol rápido, não necessariamente rasteiro. Acredita na Copa do Mundo como momento máximo do esporte.

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