Depois de 39 jogos de invencibilidade, o Barça voltou a encontrar uma derrota, a equipe perdeu o clássico para o Real Madrid, em um Camp Nou lotado, derrota que pouco influenciou o Barça, já que manteve boa vantagem na tabela de classificação do Campeonato Espanhol, mas serviu para mostrar que o Real Madrid ainda tem condições de encarar seu maior rival. Além disso, o jogo mostrou que a estrela de Zidane pode brilhar, em seu primeiro clássico, vitória na casa do rival, quebra da sequencia invicta dos catalães e revanche pelos 4×0 sofridos há um turno.

Pelo Campeonato Espanhol, as chances merengues são pequenas, visto que a equipe está a sete pontos dos catalães, faltando sete rodadas para o fim da competição, mas na UEFA Champions League, a equipe ainda está viva e tem o confronto – teoricamente – mais fraco desta fase da competição, o clube encara o Wolfsburg/ALE. A equipe de Real Madrid não é a mais forte da competição, mas a vitória sobre o Barça e o retorno de alguns jogadores à boa fase, como Cristiano Ronaldo, Bale e Benzema, colocam a equipe como postulante ao troféu, ao seu 11º troféu na competição, mesmo tendo adversários fortíssimos pela frente.

CR7 decidiu o último clássico

CR7 decidiu o último clássico

Se com Rafa Benítez, a equipe era fraca e não inspirava confiança, com Zinédine Zidane, a equipe se fortaleceu e tem uma postura melhor em grandes jogos, venceu o Barça, em pleno Camp Nou, e eliminou a Roma, da UEFA Champions League, com certa tranquilidade, mas também teve seus baixos, como a derrota para o Atlético de Madrid, dentro do Santiago Bernabéu. O que muda com Zidane, é a identificação da torcida e dos jogadores com o treinador, um nome de peso e que é respeitado pelos demais, após sua chegada, a responsabilidade dos jogadores cresceu, pois apesar de não ter sido técnico antes, o francês tem bagagem suficiente no “mundo da bola” para se garantir frente a pressão da torcida e imprensa.

Utilizando a mesma lógica de Barcelona e Atlético de Madrid, que trouxeram ex-jogadores com identificação nos clubes para seus comandos técnicos – em Barcelona, esteve Guardiola e está Luis Enrique, em Madrid, está Simeone – o Real bancou Zidane, ídolo e responsável pelo gol antológico, marcado frente o Bayer Leverkusen, em uma final de Champions League. O clube deixou de contratar técnicos badalados – como fez na última década – e trouxe um nome novo, não que não seja badalado, por si só, o nome de Zidane já é mais forte que praticamente todo elenco de jogadores da equipe, mas é um técnico que ainda está se formando.

Zidane e CR7, os dois grandes nomes do Real

Zidane e CR7, os dois grandes nomes do Real

O trabalho ainda está no início e a amostra para análise ainda é pequena, mas já se vê algo bom surgindo na capital espanhola, com Zidane no comando, a equipe fez boas partidas, o ataque começou a render mais e recuperou bons jogadores, que vinham em má fase, alguns jogadores pouco utilizados, também apareceram bem, um exemplo é Casemiro, quem atuou muito bem na vitória sobre o Barcelona.

Nesta temporada, o objetivo é a reestruturação da equipe em campo, talvez não venha nenhum título, mas o terreno já está sendo preparado para a próxima temporada, na cabeça de Zidane, as ideias fluem, e dentro de campo, o time vai se encaixando. Se o Barça tem o MSN – Messi, Suárez e Neymar – o Real tem uma dupla tão pesada quanto, com Cristiano Ronaldo, dentro de campo, e Zinédine Zidane, no banco de reservas, bons ventos podem vir a soprar, no Santiago Bernabéu.

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Amante do esporte, presente em uma das tantas curvas da highway. Mineiro, acima de tudo Cruzeiro. Fã de futebol rápido, não necessariamente rasteiro. Acredita na Copa do Mundo como momento máximo do esporte.

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