Na coluna de hoje venho discorrer sobre um tema um tanto polêmico e que voltou à pauta esses dias: a implantação de replays em lances duvidosos para auxiliar os árbitros.

Na última Copa do Mundo, a funcionalidade da linha tecnológica foi implantada, que informava ao árbitro se a bola passou ou não da linha do gol. Funcionou e foi aprovada por torcedores e comentaristas. A tecnologia já é utilizada em grandes ligas europeias e a tendência é se expandir mundo a fora.

E agora, com a decisão do novo presidente da FIFA de implantar replays em lances duvidosos (inicialmente serão testes) pode-se fechar pequenas arestas presentes no futebol que porventura prejudicam o espetáculo. Um pênalti no jogador do seu time que o salvaria do rebaixamento não foi marcado; ou o camisa 9 que iria ficar cara a cara com o goleiro se não fosse o impedimento mal assinalado.

Situações como estas são recorrentes e podemos usar até o nosso cenário nacional como base. O Vasco ano passado foi muito prejudicado pela arbitragem e poderia ter escapado do rebaixamento após grande arrancada no segundo turno não fossem os sucessivos erros.

Por mais que os torcedores anti-futebol moderno sejam contra tais avanços, eles são de certa forma inevitáveis, visto em conta o advento da tecnologia esportiva e os constantes erros nas competições.

Além disso, tais modernidades poderiam atar as mãos dos árbitros corruptos e os esquemas de manipulação de resultados, com episódios recentes na Itália e no campeonato brasileiro de 2005.

Sou um adepto das cervejas, bandeirões e sinalizadores presentes nas arquibancadas de cimento. Entretanto, minha visão saudosista mescla com esse olhar modernista, de jogo limpo, ganho na bola, sem interferências dos árbitros, estejam eles de boa vontade ou não.

Com a ajuda dos replays, a discussão das segundas e quintas nos barzinhos e nas rodas de Táxi não acabarão. Vencer o adversário de forma limpa e justa tornará a vitória ainda mais comemorada. Não, roubado não é mais gostoso.

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Acima de tudo rubro-negro. Se considera amante do jogo com a bola nos pés desde os 5 anos. Admirador de Messi, Romário, Petkovic, dos Culés, fã das provocações extracampo e da cerveja e bandeirões nos estádios. Estudante do 3º período de Jornalismo da UFRN.

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