Robinho cansou de esperar pelo Santos, em notícia dada pelo Globo esporte na manhã desta última quinta feira (11). O alvinegro praiano, que chegou a oferecer o triplo do seu teto salarial para ter o craque em seu plantel, não conseguiu concretizar a negociação.

Pra piorar ainda mais, Robinho fechou com o Atlético-MG, anunciado pelo Twitter do seu presidente Daniel Nepomuceno.

Robinho entra na lista dos ídolos que recusam as camisas que o consagraram. Declarou amor ao Santos, mas ao mesmo tempo a questão financeira pesou na hora de segurar a caneta. Amor comprado não é amor.

E entra aquela velha história: jogador tem que ir pra onde pagar mais. Justo. O trabalhador recebe por horas e cumpre metas, e quanto maior o salário, melhor.

A questão aqui não são as cifras. Mas a história que já se tem construída.

No caso de Robinho, deixou o Santos pela China para engordar os bolsos, e ainda por cima cobra até hoje uma dívida antiga em torno dos 3 milhões de reais, que poderiam ser facilmente perdoadas para apagar um pouco sua dolorosa saída em sua terceira passagem.

O rei das pedaladas, que já atuou no Real, City e Milan perde a oportunidade de ser um mártir, um ídolo em tempos complicados para os santistas. Além dessa, poderia ser um exemplo para os jogadores que largam suas atuais torcidas  apaixonadas e melhores oportunidades por salários astronômicos em países emergentes no mundo da bola, como China, Índia e Arábia.

Os dois brasileiros, a Copa do Brasil, os paulistões conquistados e as pedaladas que encantaram o Brasil não serão esquecidos. Jamais.

Os santistas só não verão Robinho com os mesmos olhos de quatorze anos atrás.

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Acima de tudo rubro-negro. Se considera amante do jogo com a bola nos pés desde os 5 anos. Admirador de Messi, Romário, Petkovic, dos Culés, fã das provocações extracampo e da cerveja e bandeirões nos estádios. Estudante do 3º período de Jornalismo da UFRN.

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