Na segunda-feira, dia 25/01/2016, a CBF tentou mais um golpe contra a Primeira Liga, desta vez mais duro, anunciou que o torneio não pode ser disputado, apenas as partidas marcados para o mês de janeiro poderão ser jogadas, além disso devem ser disputadas em caráter amistoso, posto isso, convocou os clubes para uma reunião com a proposta de organizar o torneio para 2017. Felizmente, os clubes apresentam resistência inicial, todos os 12 confirmaram que entrarão em campo, nesta semana, e não pretendem ceder às vontades iniciais da CBF e da FERJ, – aliada fiel da entidade nacional.

Inicialmente, o torneio não aparece como nenhum primor ou resolução para o problema do calendário, entretanto surge como um forte embrião para as Ligas serem organizadas pelos clubes e não mais pela CBF, diante do medo de perder seus principais campeonatos para os clubes, a CBF tenta uma reação, pautada em discursos arcaicos e infundados, como os praticados pelo Coronel Nunes, – presidente da CBF -, e por Rubens Lopes, – presidente da FERJ -, o que não parece o suficiente. O presidente da Federação Catarinense, Delfim Neto tratou de garantir a realização da competição e alguns presidentes de clubes envolvidos também se manisfestaram, Gilvan de Pinho Tavares (Cruzeiro/MG) e Romildo Bozan Jr. (Grêmio/RS) afirmaram que a competição acontecerá.

As partidas desta semana seguem marcadas e reuniões acontecerão, os clubes se reunirão com suas federações, – exceto a federação do Rio de Janeiro, pois não apoia o torneio -, e tentarão medidas que evitem o cancelamento do torneio, como reação imediata, os clubes mostram de que não abaixarão a cabeça e começaram uma campanha pelo apoio à Primeira Liga, os torcedores também têm mostrado sua indignação e a torcida do Flamengo já começa a organizar um protesto frente a CBF. Para tornar a atitude da CBF ainda mais cômica, – para não dizer algo pior -, o presidente da FERJ alega que a competição é uma “milícia” que só trata de interesses individuais dos clubes e não pensa na evolução do futebol brasileiro, isso vindo de uma pessoa como Rubens Lopes, não deve ser tão levado a sério.

O importante é que neste primeiro momento, os clubes, seus torcedores e até mesmo os veículos de imprensa apoiem a ideia e não cedam as imposições mesquinhas da CBF, o torneio que não aparece como “algo espetacular” no início, é importante para firmar uma nova forma de disputa, assim como a Copa do Nordeste que apareceu fraca em seu primeiro ano, mas fortaleceu-se em seguida e atualmente, aparece como principal torneio regional do país. É um primeiro passo para melhorar o calendário, fortalecer as equipes politicamente e tirar o poder das mãos da CBF, deixá-la responsável apenas pela seleção.

A competição já conta com grandes clubes, ou seja, muita força política, América/MG, Atlético/MG, Cruzeiro/MG, Flamengo/RJ, Fluminense/RJ, Atlético/PR, Coritiba/PR, Avaí/SC, Criciúma/SC, Figueirense/SC, Grêmio/RS e Internacional/RS, praticamente todo o sul do país, – exceto São Paulo -, estão apoiando a competição, além disso conseguiram apoios das federações Mineira, Catarinense e Gaúcha, já são passos importantes para a competição fluir. Mesmo que seja fraca em seu primeiro ano, a competição tem que acontecer, clubes, federações e torcedores que estão participando do processo entenderam, o importante é tirar o poder da CBF sobre os clubes e isso exige engajamento e comprometimento, se negarem o diálogo, o confronto entre clubes e confederação nacional deve começar, e a corda terá de romper para um dos lados.

A tabela da competição

A tabela da competição

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Amante do esporte, presente em uma das tantas curvas da highway. Mineiro, acima de tudo Cruzeiro. Fã de futebol rápido, não necessariamente rasteiro. Acredita na Copa do Mundo como momento máximo do esporte.

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