Já estão definidas as 24 seleções que disputarão a Euro-2016, na França, após um bom período de eliminatórias, as últimas quatro classificadas, – Suécia, Ucrânia, Hungria e Irlanda -, foram definidas e os potes já estão postos para o sorteio dos grupos. Antes do sorteio, apenas uma certeza existe, a França será cabeça de chave do grupo A, e aparece como uma das favoritas à taça, em um período no qual o país é assolado pelo medo e pelas diversas incertezas sobre seu futuro, até a Euro no país começou a ser questionada, – devido aos atentados -, a seleção surge como algo que pode funcionar muito bem nos próximos anos.

Desde a geração de Henry e Zidane, a França não contava com tantos bons jogadores, com essa última boa geração, os franceses venceram a Copa do Mundo, a Euro, a Copa das Confederações e ainda foram vice-campeões do mundo no último ano desse time brilhante, após isso período de crise e vacas magras, queda na primeira fase da Copa de 2010 e a reestruturação começou em 2014. A boa campanha na Copa do Mundo, no Brasil, empolgou o povo francês e deixou a equipe como uma das favoritas à Euro, graças ao bom futebol e ao fator casa.

A França promete brilhar em 2016

A França promete brilhar em 2016

Em relação a safra de bons jogadores franceses, existem nomes respeitáveis em todos os setores, começando pela a defesa, – talvez o menos farto dos setores, mas também com bons valores -, para o gol Lloris, o capitão da equipe e excelente goleiro, além de Mandanda, outro bom nome para o grupo, para o restante da defesa nomes como Varane, Koscielny, Mangala, Sagna e Evra, todos jogadores com passagens por grandes clubes e bons predicados. Mas, ainda é o setor mais fraco da seleção francesa, o principal nome talvez seja Varane, mas o zagueiro do Real Madrid ainda é muito jovem e pode sofrer com oscilações naturais à idade.

No meio-campo reside a principal força francesa, nomes como Matuidi, Cabaye, Sissoko, Schneiderlin e, – a estrela -, Paul Pogba compõem um dos meio-campos de seleção mais fortes do planeta, todos destaques por seus clubes e com boas atuações pela seleção, na Copa de 2014 foram o diferencial dos franceses, marcam e criam com a mesma facilidade, além de possuírem velocidade incrível na transição entre os setores. O grande nome é Pogba, astro da Juventus com apenas 22 anos, mas um dos jogadores mais desejados do planeta e com maior potencial de crescimento, ele é ao lado do brasileiro Neymar, o jogador jovem que mais impressiona atualmente.

O ataque francês também é farto, mas uma polêmica envolvendo dois de seus principais jogadores pode atrapalhar, Benzema e Valbuena, – dois grandes nomes -, se envolveram em polêmica que tem sido tratado, inclusive, com a polícia, Benzema tem sido acusado de chantagear Valbuena, o fato é que independente das decisões e penas que a justiça pode aplicar, o clima já não é bom entre os atletas e Didier Deschamps terá que conseguir contornar a situação. Com isso, o atacante do Atlético de Madrid, Griezmann, surge como principal atacante francês, nomes como Giroud e Gignac estão no elenco, mas são centroavantes na acepção da palavra, sem tantos recursos técnicos.

Polêmica na seleção francesa

Polêmica na seleção francesa

Em relação aos adversários, não há nenhum bicho papão, a Alemanha, – atual campeã mundial -, aparece muito irregular, Itália, Espanha e Inglaterra etão em período de reformulação após caírem na primeira fase da última Copa e também são inconstantes, seleções como Portugal, Suécia e Gales possuem seus craques, mas não o suficiente para ameaçarem candidatos ao título, portanto a França coloca-se entre os principais candidatos, mesmo com a recente polêmica do ataque, os Bleus jogam em casa e já tem um processo de montagem da equipe a frente de alguns adversários.

Alguns jogadores-chave serão fundamentais para o bom desempenho francês, Lloris, Pogba e Griezmann terão que assumir o protagonismo, principalmente com a falta de Benzema, – pelo menos inicialmente tem que ser considerada sua ausência -, e conduzir a França. O fato de jogar em casa também não pode ser desconsiderado, o que já era um ponto positivo, agora pode ser ainda mais, com o povo francês unido pelas tragédias recentes, a simbiose entre torcida e seleção deve ser grande, o Stade de France promete ser pequeno para todo esse povo, o estádio que quase foi a ilha do medo, tende e quer ressurgir como o esplendor da liberdade.

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Amante do esporte, presente em uma das tantas curvas da highway. Mineiro, acima de tudo Cruzeiro. Fã de futebol rápido, não necessariamente rasteiro. Acredita na Copa do Mundo como momento máximo do esporte.

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