Responda rápido: você gosta de carnaval? Feijoada? Caipirinha? MPB? Samba? Se a sua resposta para alguma das perguntas foi “sim”, então, provavelmente você consome e pratica a cultura brasileira no seu cotidiano. Mais que isso, se alguém, por qualquer motivo e circunstância ironizar ou desrespeitar a cultura brasileira, é provável e até plausível que seja “educadamente” indicado a parar, atacado ou que sofra qualquer outra forma de advertência por esse ato. No entanto, existe uma série de pessoas que não somente ironizam, mas como agem incansavelmente contra o futebol. E o que, na maioria das vezes, essas pessoas (“ruins”, como diria Adriano Imperador) sofreriam em consequência dessa ação? Absolutamente nada.
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Cultura brasileira: “boom” na década de 1920. Junto com o futebol. Coincidência?

Vivemos num país onde é “chique” criticar o futebol, alegando que o esporte é uma forma de alienação social, implicando que é uma “coisa de povo atrasado”, criticando algo que é tão ou mais enraizado nas raízes culturais do Brasil como os itens citados anteriormente. É claro que o futebol possa ser utilizado como um “pane et circenses” moderno (algo que, ao ser dito nos dias atuais, virou clichê), no entanto, negar sua influência e significância para o Brasil é simplesmente negar a cultura do país, que por muitos é dita como “rica” e “fascinante”.
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A Copa e seu legado permanecem.

O futebol no Brasil é algo tão forte que é impossível explicar nesse pequeno e humilde texto. No entanto, é possível exemplificar ações executadas pelo povo tupiniquim que dão um “gostinho” da realidade futebolística em que vivemos. Recentemente, aconteceu uma Copa do Mundo no país. Durante esse tempo, algumas escolas no país foram obrigadas, seja por sindicatos ou qualquer outra organização parecida, a manter suas portas fechadas, para que alunos, professores e funcionários pudessem acompanhar e apreciar o evento. E falando em Copa, a dor da ferida de 1950, que está aberta há 65 anos, parece não passar. Junto com ela, o Legado dos 7×1 se faz presente na sociedade brasileira, com eventos como o “7×1 day”, aniversário do jogo contra a Alemanha, quando o passeio foi relembrado por toda a internet. No fim, é impossível deixar de perceber que a cultura nacional gira em torno do futebol.
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Futebol nos botecos: o Brasil vive ali.

É possível tecer críticas ao futebol? Sim. E muitas. No entanto, criticar o jogo, dentro de campo, 11 contra 11, a torcida gritando do lado, a cerveja trincando no braço do sofá na mais bela tarde de domingo é algo tão estranho quanto criticar a feijoada. E, como diria o filósofo, segue o jogo.

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Cruzeirense, além de torcedor do Ajax e do Bornemouth. Sofro pouco ou não?

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