Existem pessoas que falam que o mata-mata é um retrocesso sem levar em conta diversos fatores. Será, de fato, um retrocesso? Talvez. Entretanto, talvez seria uma boa medida atualmente. Seria como um band-aid para os problemas da Série A, garantindo mais partidas memoráveis aos torcedores – o que melhoraria o produto, de certa forma.

A baixa média de público e de audiência talvez fosse solucionada num formato de semi-final e final, o que não causaria confusão na definição do G4. Se fosse G8, como alguns clubes propõem, as vagas para a Libertadores seriam via pontos corridos ou mata-mata? E aí viria aquela velha história de injustiça pela campanha ao longo do ano. Não haveria nenhum problema nesse tópico.
Agora, se o “campeão dos pontos corridos” perder pro quarto colocado, por exemplo, é por total insuficiência técnica. Não vejo como um ultraje. Se é melhor, que prove contra um time de nível semelhante. Os pontos corridos também tem suas injustiças, não esqueçam. O campeão pode muito bem ganhar de todos os times e perder pro resto dos membros do G4. Aliás, a questão de pontos corridos ou mata-mata passa bem longe da injustiça. São raros os casos de justiça no futebol como um todo.

Romildo Bolzan Jr., presidente do Grêmio, é um dos cartolas que apoia a volta do mata-mata (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

Outro problema são os campeonatos estaduais. A solução é que os mesmos sejam encurtados, num formato quase igual ao da Copa do Mundo (claro, com menos equipes). No Rio Grande do Sul, por exemplo, poderiam ser 16 times divididos em quatro grupos de quatro. Dos grupos, dois passam. Mata-mata em jogo único, baseado no somatório de pontos e final em dois jogos, com mandos sorteados. Não seria tão desgastante para os grandes clubes e os menores teriam mais chances de serem campeões. No fim, todos saem ganhando.
O futebol brasileiro é um prato cheio para os solucionadores de problemas de plantão – como eu e muitos tentam ser. Série C, D, uma nova Série E… Mas isso é assunto para uma outra coluna.

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Henrique Chaparro

Diretor-geral dos sites QQD e Falando de Premier League. Criou o QQD em 2013 e não parou mais. Torce para Internacional acima de tudo e vai com a cara do Liverpool. No FIFA 17, gosta de jogar clássicos argentinos. Acredita que o rei do futebol é brasileiro.

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