Em um dos seus tantos surtos contra a imprensa durante a carreira, Adriano certa feita convocou os jornalistas para obrigá-los a chamarem por um só nome: “A partir de agora quero sim ser chamado de Imperador. Não é arrogância, nem nada. Mas foi algo que eu conquistei na Itália, então quero que me reconheçam”, disse, na época, o então atacante do São Paulo, nos idos de 2008.

Adriano respondia, assim, a onda de críticas vinda de uma parte da crônica esportiva que se dedicava apenas a cuidar de sua, digamos, agitada vida privada. Queria, a todo custo, forjar um respeito que, pelo que fez em campo, e somente em campo, nunca deixou de ter. De qualquer forma, mostrou pulso firme. O mesmo pulso que o ajudou a vencer o goleiro Marcos e fazer o São Paulo bater o Palmeiras por 2×1 em 2008, no jogo de ida das semifinais do Paulista.

Diferentemente do que ocorre neste domingo, um Clássico aparentemente normal do Campeonato Brasileiro, as duas equipes pisavam no Morumbi naquele 13 de abril buscando alguma vantagem, mínima que fosse, para garantir no segundo jogo a presença na grande final.

Logo aos 10 minutos, o lance mais polêmico da partida e, muito provavelmente, da história recente do confronto entre tricolores e alviverdes. Jorge Wagner, sempre preciso nas bolas paradas, cobrou uma bola vgol-de-mao-ii1enenosa na grande área do Palmeiras. Parada, a zaga palmeirense deixou Miranda subir livremente para tentar alcançar o que lhe escapou. Adriano, no instinto de centroavante, foi de peixinho ao encontro da bola. Errou (e acertou) o alvo, ao atingi-la com a mão. Com o toque irregular, a bola morreu na rede de Marcos e a arbitragem validou o gol.

O árbitro era o hoje comentarista da TV Globo, Paulo César de Oliveira. No lance, a bandeirinha Maria Elisa Barbosa se omitiu ao não assinalar um lance claro no seu raio de visão. Um dia depois, como se adiantasse algo, reconheceu o erro.

No mesmo jogo, o Imperador ainda faria um outro gol no seu melhor estilo. Recebendo em profundidade, levando o zagueiro ao solo no jogo de corpo e tirando do goleiro. Porém, o que era para ser um tranquilo 2×0 tornou-se preocupação com o pênalti em Lenny, convertido por Alex Mineiro. O 2×1 daquele dia no Morumbi não adiantou de nada ao São Paulo: uma semana depois, o Palmeiras fez o seu dever de casa e virou o confronto com os 2×0 feitos. Viria a ser campeão sobre a Ponte Preta.

Relembre as escalações de São Paulo 2×1 Palmeiras, no Morumbi, em 13 de abril de 2008.

São Paulo: Rogério Ceni; Alex Silva, Miranda, André Dias e Joílson; Zé Luis, Richarlyson, Hernanes e Jorge Wagner; Dagoberto (Hugo) e Adriano. Técnico: Muricy Ramalho.

Palmeiras: Marcos; Élder Granja (Lenny), Gustavo, Henrique e Leandro; Pierre (Martinez), Léo Lima, Diego Souza e Valdivia; Kleber (Denílson) e Alex Mineiro. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Reveja os gols:

 

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