Neste domingo, Corinthians e Santos entram em campo pelo Campeonato Brasileiro em mais uma edição de um histórico clássico que já ofereceu grandes craques e duelos emblemáticos para a história do futebol brasileiro. E história é o que não falta quando se fala desse embate. Até mesmo de uma goleada que jamais acabou.

O dia era 11 de julho de 1920. Santos e Corinthians se encontravam na Vila Belmiro para uma partida válida pelo primeiro turno do Paulista daquele ano. Até aí, nada de anormal. O Timão, que naquela edição do estadual imprimiu uma incrível média de 4,4 gols por jogo (75 em 17 jogos), mostrou sua força ofensiva do início ao fim do encontro, que, na realidade, sequer teve um fim.

Basílio, aos 18 minutos, abriu o placar para os visitantes. Depois disso, a rede não parou mais de balançar. Comandados pelo eterno ídolo Neco e Gambarotta, o Corinthians seguiu passeando em campo e anotou 5×0 antes mesmo do juiz apitar para o intervalo. neco

Na etapa final, o Santos não viu outra alternativa para evitar o vexame a não ser partir para o jogo sujo. Após Neco (foto) anotar o 10° gol dos visitantes, o jogador santista Ary Patusca, irritado, resolveu chutar contra a própria meta e dar mais um gol ao oponente. Eduardo Taurisano, árbitro da partida, interpretou o lance como atitude anti-desportiva e expulsou Ary de campo.

Só que Ary já era o quarto santista a ser mandado mais cedo para o chuveiro. O Santos havia abusado das faltas para tentar conter o mortal ataque do inimigo e, com isso, ia perdendo jogadores conforme o tempo passava. Sendo assim, o juiz declarou terminada a partida com 21 minutos do segundo tempo. Um desfecho curioso para a maior goleada da história do Corinthians – a goleada que nunca acabou.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS: Colombo; Nando e Gano; Garcia, Amílcar e Ciasca; Américo, Neco, Bororó, Gambarotta e Basílio. Téc.: Amílcar Barbuy

SANTOS: Rodolpho, Cícero e Bilu; Ricardo, Marba e Pereira; Millon, Constantino, Ary Patusca, Castelhano e Arnaldo Silveira.

Local: Vila Belmiro – Santos (SP)
Data: 11/07/1920
Árbitro: Eduardo Taurisano
Público: Não disponível
Renda: Não disponível
Gols: Basílio (18 – 1°), Bororó (19 – 1º), neco (21 – 1º), Gambarotta (aos 23 e sem minuto específico, ainda no 1º tempo); Amílcar (pênalti, 10 – 2º), Neco (12 – 2º), Gambarotta (pênalti, 14 – 2º), Gambarotta (pênalti, 16 – 2º), Neco (minuto não especificado) e Ari (contra), todos no segundo tempo.

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