Inaugurado em 1965, ou seja, há exatos 50 anos, o estádio Governador Magalhães Pinto surgiu como a casa do futebol mineiro, no intuito de abrigar os dois gigantes da capital, – Atlético Mineiro e Cruzeiro -, o estádio foi construído, fortes dentro de campo e crescendo mais ainda fora dele, com grandes torcidas, os times da capital precisavam de um estádio monumental, o qual abrigasse seus jogos. Construído na mesma faixa temporal que diversos elefantes brancos, o Mineirão teve utilidade e logo colocou-se ao lado do Maracanã, como estádio brasileiro mais importante.

Seja colorido de azul e branco ou todo alvinegro, o Mineirão já foi palco de diversos momentos emocionantes e históricos, palco do 7×1 da seleção, o Mineirão já proporcionou inúmeras glórias, principalmente para os clubes da capital. Atlético Mineiro e Cruzeiro fizeram do estádio sua fortaleza ao longo dos últimos 50 anos e colecionaram marcas no estádio que consagrou Minas Gerais.

Mineirão, no início de tudo

Mineirão, o início de tudo

A China Azul e a Massa Alvinegra já viveram momentos únicos, o Cruzeiro espetacular na década de 1960, comandado por Tostão e Dirceu Lopes não deu chances à ninguém, década de 1970 foi boa para ambos, conquistaram taças importantes, mas quem acabou melhor foi o Galo que já iniciou a década seguinte dominando o estado sob a batuta de Reinaldo, na década de 1990, nasceu o Cruzeiro multicampeão que vencia tudo e ofuscava o bom Atlético/MG, início dos anos 2000 e a Raposa seguiu o massacre, década atual, equilíbrio, o Cruzeiro dominou o Brasil, o Galo conquistou a América.

O Mineirão já viu a América ser mineira, no chute de Elivélton e na cabeçada de Leonardo Silva, o continente foi colorido, no mesmo estádio, um antes e outro depois da reforma, reforma que otimizou o estádio e aumentou os troféus da dupla, o Cruzeiro levantou dois brasileiros, o Galo, além da Libertadores, uma Recopa e uma Copa do Brasil, essa última contra o Cruzeiro, que já havia levantado-a por quatro vezes, em 2000, especial, com gol no último lance em um Mineirão azul e delirante. A Raposa venceu a Triplíce Coroa lá, o Galo venceu a Conmebol, foi no Mineirão também que a Raposa fez o milagre contra o River pela Supercopa e o Galo realizou as proezas inimagináveis contra Corinthians e Flamengo na Copa do Brasil.

Frustrações também houveram no estádio, a Raposa perdeu uma Libertadores para o Estudiantes, em um Mineirão completamente azul, o Galo foi rebaixado ao não conseguir vencer o Vasco, mas em tantas glórias, essas decepções passam despercebidas. Nos confrontos entre a dupla, a Raposa já chorou com gol de costas, sofrido por Fábio e 4×0, mas o troco veio em dobro com o duplo 5×0 e choro de Danilinho, o Galo venceu a Copa do Brasil, a Raposa festeja o clássico da “flanelinha”, já houveram clássicos na Arena do Jacaré, no Parque do Sabiá, até no Uruguai, mas nenhum com a aura dos jogos realizados no Gigante da Pampulha.

China Azul/Massa Alvinegra

China Azul/Massa Alvinegra

Nos títulos são grandes, nos jogos gigantes, nos craques imensuráveis, o Mineirão já viu de perto diversas lendas atuando pela dupla mineira, pelo lado celeste muitos fizeram história, entre eles estão Raúl, Tostão, Dirceu Lopes, Piazza, Joãozinho, Alex e Sorín, pelo lado atleticano tivemos Reinaldo, Éder, Toninho Cerezo, Dario, Ronaldinho, Tardelli e Victor, e tantos outros que já passaram por lá, Marcelo Oliveira saiu do campo de jogo alvinegro para comandar e conquistar taças com os celestes do banco, Cuca venceu a América pelo Galo após passagem pelo Cruzeiro, Autuori venceu a América pelo Cruzeiro e depois frustrou-se pelo Galo, ele que já havia caído em desgraça com a China Azul, – repetindo um pouco Luxemburgo -, Levir Culpi fez história pela dupla, taças e bons trabalhos em ambos, Telê Santana, Ênio Andrade e tantos outros estão eternizados na história do Mineirão. No campo dos dirigentes também houveram bons momentos, a família Kalil infernizou a vida celeste, tal qual os Perrella não deram sossego para o Galo, nos bastidores, brigas por contratações, disputa por mando de jogo, conflito Mineirão/Independência, e provocações em escala industrial.

O Gigante da Pampulha já foi e ainda é palco de muita história, de Cruzeiro e Atlético/MG, mas também da seleção e do futebol mineiro em geral, gigante e monumental, surreal, palco de grandes momentos do futebol, esse é um pequeno resumo de algumas histórias do Mineirão, tanto faz se com Reinaldo ou Tostão, o importante é valorizar o esporte bretão, no campo de jogo, com o show das torcidas e tudo que cerca o momento, seja com Cruzeiro ou com Atlético/MG, o Mineirão pulsará, alimentando a rivalidade entre as equipes e sendo mais um espaço, – sendo o espaço -, para erguerem taças.

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Amante do esporte, presente em uma das tantas curvas da highway. Mineiro, acima de tudo Cruzeiro. Fã de futebol rápido, não necessariamente rasteiro. Acredita na Copa do Mundo como momento máximo do esporte.

One Response

  1. Marcelo

    Jogar contra times mineiros no Mineirão é sempre um terror, sou contra os dois times de Minas Gerais fazer um estádio, tem que joga no gigante da pampulha.

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