Aviso que, para os que gostam de textos grandes, não será uma coluna extensa. É apenas um pequeno relato.

Sempre gosto de observar os senhores mais velhos nos estádios. No Beira-Rio, por exemplo, os imagino falando: “esse Valdívia até que é bom, mas o Lula jogava muito, mas muito mais”. Em outros estádios, a relação deve ser a mesma. No Allianz Parque, devem falar assim: “impressionante o Zé Roberto quarentão correndo assim, hein?! Mas eu preferia o Ademir setentão ali”.

(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

E são tantas histórias guardadas naqueles olhos. Viram o time de 70, o fracasso de 82, Pelé, Maradona, Garrincha… Época em que o futebol era, de fato, bem melhor. A paixão que os jogadores transmitiam permanece nos olhos desses senhores. Olham para cada lance bonito com a cara de quem viu a Megan Fox pela primeira vez. E talvez seja isso que falte no futebol. Não, não é a Megan Fox. É a paixão. A vontade de, como uma criança, jogar bola.

Onde ela foi parar?

About The Author

Henrique Chaparro

Diretor-geral dos sites QQD e Falando de Premier League. Criou o QQD em 2013 e não parou mais. Torce para Internacional acima de tudo e vai com a cara do Liverpool. No FIFA 17, gosta de jogar clássicos argentinos. Acredita que o rei do futebol é brasileiro.

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