Em uma nova coluna semanal aqui no QuatroQuatroDois, este que vos escreve trará, ao fim de cada rodada da Premier League, a seleção dos melhores jogadores. Sem mais delongas, vamos para o que interessa.

Goleiro: Petr Cech (Arsenal 0x0 Liverpool)

Tem como ser outro? Na realidade, analisando friamente o desempenho de cada um dos 20 que atuaram nessa rodada, muitos arqueiros foram os grandes destaques de seus respectivos jogos, mas o tcheco passa por cima da concorrência por dois motivos; a importância do duelo frente aos Reds e a dificuldade que enfrentou diante de Phillipe Coutinho, Christian Benteke e Roberto Firmino – todos com o pé bem calibrado e prontos para tirar proveito do defasado sistema defensivo dos Gunners. Foi a primeira grande atuação do ex-Chelsea e é bom que o nível seja mantido, pois a equipe de Arsene Wenger precisará disso.

Menções honrosas: Jack Butland (Stoke), Simon Mignolet (Liverpool), Tim Krul (Newcastle)

Lateral-direito: Nathaniel Clyne (Arsenal 0x0 Liverpool)

Como mencionei aqui no site nas primeiras semanas de transfer-window, o lateral-direito ex-Southampton tinha tudo para se tornar uma das barganhas da temporada. Contratado por algo em torno de £12 milhões, foi mais uma sólida partida do inglês e os oponentes que geralmente enfrentou em seu setor não foram dos mais fracos: Alexis Sánchez e Mesut Ozil. Mantendo ambos em um nível razoável, Clyne ainda foi importante para reciclar a posse de bola e fez bons cruzamentos para Benteke & Cia.

Menções honrosas: Seamus Coleman (Everton), Joel Ward (Crystal Palace)

Zagueiro: Fabricio Coloccini (Manchester United 0x0 Newcastle)

A atuação do argentino foi tão boa que em certo momento me perguntei se estávamos em 2012. Mostrando uma condição física impressionante – ao contrário do que vinha acontecendo nos últimos meses -, o defensor segurou a enorme pressão dos red devils até o útlimo minuto do empate conquistado em Old Trafford. A clean-sheet e o resultado dos Magpies se devem muito à sua performance.

Zagueiro: Chris Smalling (Manchester United 0x0 Newcastle)

Seu parceiro de zaga nessa seleção vem da mesma partida. Chris Smalling, outrora questionado por torcedores e especialistas ao redor da Inglaterra, manteve a boa forma e teve mais uma atuação extremamente qualificada. Ganhando praticamente todos os duelos lá atrás, o inglês também foi importante na saída de bola do time da Van Gaal, avançando com o esférico até o campo ofensivo e abrindo espaços em setores mais ofensivos. Por pouco não colocou a cereja no bolo com o gol da vitória nos acréscimos, mas seu cabeceio foi morrer na trave.

Menções honrosas: John Stones (Everton), Vincent Kompany (Manchester City)

Lateral-esquerdo: Cesar Azpilicueta (West Bromwich 2×3 Chelsea)

É até controverso colocar aqui um jogador que compôs uma defesa que foi vazada 2 vezes na rodada enquanto todos os seus ‘parceiros’ protegeram a meta com eficiência. A atuação de Azpilicueta, porém, chamou a atenção em diversos aspectos e as surpreendentes falhas demonstradas pelos blues podem ser justificadas por muita coisa, menos um baixo desempenho do espanhol. Improvisado na esquerda (como vem sendo desde que desembarcou em Londres), o destro fez de tudo no jogo, evitando muitos cruzamentos dos donos da casa e marcando um importante gol para a equipe de José Mourinho.

Menções honrosas: Robbie Brady (Norwich City), Aleksandar Kolarov (Manchester City)

Talento espanhol na Inglaterra: Pedro e Azpilicueta foram dois dos melhores jogadores da rodada

Talento espanhol na Inglaterra: Pedro e Azpilicueta foram dois dos melhores jogadores da rodada

Meia-central: Francis Coquelin (Arsenal 0x0 Liverpool)

As duas primeiras rodadas foram suficientes para dúvidas serem plantadas na cabeça de Wenger sobre a (im)possibilidade de Coquelin ser a peça mais defensiva do sistema central dos gunners. Nesta segunda-feira, por outro lado, a atuação do francês foi digna de referências da posição. Demonstrando uma consciênca posicional surpreendente, foram diversos desarmes cruciais – em todas as áreas do campo – e, não fosse sua contribuição, o placar poderia ter sido diferente.

Meia-central: Carlos Sánchez (Crystal Palace 2×1 Aston Villa)

O segundo meia central (defensivo, mais uma vez) da lista é Carlos Sanchez, aquele que anulou Neymar na Copa América deste ano. Os adversários encontrados no Selhurst Park não chegavam ao nível do brasileiro, mas de qualquer forma o desempenho do colombiano foi válido de ressalva. Diante de uma linha de 3 que se movimentava constantemente (Puncheon, Sako e Zaha), o jogador adaptou seu futebol às circunstâncias da partida e teve sucesso enquanto esteve em campo. Sendo substituído na metade da segunda etapa, sua influência poderia ter sido muito maior. E talvez o Villa não saísse de Londres com o revés.

Menções honrosas: Jack Cork (Swansea), Emre Can (Liverpool)

Meia ofensivo: Max Gradel (West Ham 3×4 Bournemouth)

O atacante marfinense provavelmente foi contratado por sua contribuição na frente do gol (foram 17 tentos anotados no Campeonato Francês de 2014/15, quando defendia o St. Ettiene), mas por enquanto vem sendo utilizado como um winger pela esquerda e nessa partida, finalmente, o resultado apareceu. Dois dos quatro gols dos Cherries saíram dos pés do marfinense – o primeiro após um desarme bem feito ainda no campo ofensivo e o segundo em assistência direta à Marc Pugh.

Meia ofensivo: Phillipe Coutinho (Arsenal 0x0 Liverpool)

Se nas duas primeiras rodadas o brasileiro teve atuações discretas, diante do Arsenal as expectativas foram completamente correspondidas. Foram vários contra-ataques puxados por sua apurada perna direita e a combinação com o conterrâneo Roberto Firmino foi um dos highlights do primeiro tempo dos Reds. O gol só não saiu por um verdadeiro milagre de Petr Cech, ainda no final da etapa inicial.

Meia ofensivo: Pedro (West Bromwich 2×3 Chelsea)

Juan Cuadrado permaneceu 6 meses em Londres e não conseguiu se adaptar ao intenso futebol da Premier League. Pedro Rodriguez, por outro lado, precisou de 30 minutos para marcar um gol, dar assistência e adicionar números relevantes à sua ótima estreia com a camisa dos Blues. Sua performance silenciou qualquer crítico de plantão e, como bem demonstrado diante do WBA, seu futebol deve casar com a filosofia de José Mourinho e o espanhol certamente terá mais atuações desse calibre ao longo da temporada.

Menções honrosas: André Ayew (Swansea), David Silva (Manchester City), James Morrison (West Bromwich)

Atacante (e melhor jogador): Callum Wilson (West Ham 3×4 Bournemouth)

Diante do Bournemouth, duas importantes constatações: o Bournemouth consegue transferir a receita que fez sucesso na campanha da Championship de 2014/15 e Callum Wilson segue a mesma medida. O atacante marcou 26 gols na segunda divisão e questionamentos eram feitos a respeito de sua capacidade para comandar o ataque de um time da elite, e o jogo no Boleyn Ground fez questão de provar que sim. Um hat-trick e uma performance de alto nível o garantem, com grande margem, entre os melhores da rodada.

Menções honrosas: Diego Costa (Chelsea), Bafetimbi Gomis (Swansea)

 

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