Olá! Meu nome é Rodrigo Ramalho, sou Português, vivo na cidade do Porto e venho apresentar as crônicas, “Metrópoles do Futebol”, que vão dar a conhecer as cidades europeias reconhecidas pelo seu futebol praticado e para dar a conhecer a sua cultura, a sua história e os momentos mais altos dos clubes desses locais.

Lisboa, capital de Portugal, a cidade com mais habitantes do nosso país e com tanto para contar, mas, acima de tudo, é ‘apenas’ mais uma cidade que completa esta grande nação que nos dá um imenso orgulho.

No que toca ao futebol, esta cidade apresenta muita história, com duas Taças dos Campeões Europeus, uma Taça das Taças, 53 Campeonatos Nacionais, 45 taças de Portugal, 12 Supertaças Cândido de Oliveira, duas Taças Ibéricas, uma Taça Latina, dez Campeonatos de Portugal e seis Taças da Liga a serem celebradas nas suas ruas.

Em 1147, Dom Afonso Henriques conquistou esta bela cidade, tal como os jogadores encarnados conquistaram o mundo ao bater os ‘gigantes’ da Espanha para conquistar duas Taças dos Campeões Europeus, um feito que parecia improvável àquela altura, mas que se justificaria com a qualidade de jogo apresentada e com a sublime qualidade de Eusébio, jogador que ficará para sempre no coração dos adeptos.

No ano de 1255, a cidade tornou-se capital do reino devido à sua localização estratégica, feito este que se pode comparar à estratégia que permitiu a conquista de um campeonato nacional por parte do Belenenses, primeira equipa fora dos ‘três grandes’ a conseguir um título nacional. Um enorme feito composto pelos homens do restelo.

Com a invasão castelhana, a Batalha de Aljubarrota em 1385 foi um momento importante na história do nosso país. Mas, em 2004, na batalha do Europeu, Luís Figo, Deco e companhia não tiveram a mesma audácia e acabaram por ser derrotados pela Grécia. Caso para dizer que a história repetiu-se, e os números perderam a batalha para a estratégia.

Do século XV ao XVII, Portugal entrou em expansão marítima, explorando os mares até então desconhecidos. E nós só temos que agradecer, pois esse momento permitiu-nos obter jogadores de enorme qualidade não nascidos em solo português, mas em várias das antigas colónias. Atletas como Eusébio, Peyroteo, Deco, Pepe, Nani e Liedson acrescentaram qualidade às nossas selecções nacionais e ajudaram-nos a crescer como equipa.

(Foto: Reprodução)

No século XVIII, mais propriamente em 1755, deu-se um dos maiores desastres da nossa história: o Terramoto de Lisboa. Pode prever-se que em 2015/2016 possa voltar a acontecer algo semelhante, pois quando a época começar, um choque entre a placa leonina e a placa encarnada pode originar muitas ondas de choque, emitindo um terremoto e, consequentemente, um tsunami que pode engolir ambas as placas, caso nenhuma delas tenha fugido na classificação a tempo.

Em 1836, foi criado o Conservatório Nacional de Lisboa de modo a dinamizar a música, a arte e o teatro portugueses. Nas décadas de 40 e 50, a música foi outra, e dominavam os ‘Violinos’, mais precisamente cinco, eram mestres do futebol e em campo praticavam um futebol tão puro e espectacular, que se podia comparar com as melhores sinfonias apresentadas em Portugal.

Lisboa é feita de grandes enredos em todos os aspectos. E esperemos que esta bela cidade conte muitas outras histórias ao longo dos anos.

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