flamengo-samir-480-CelsoPupo-FotoarenaNão é novidade para ninguém que o Flamengo já não é os mesmo dos anos de ouro, ou mesmo do último título brasileiro, no longínquo 2009. Contudo, essa camisa tem um peso, e são esses jogadores que tem de aguentá-la.

Desde que a atual gestão de diretoria assumiu o comando do clube há 3 anos, a proposta era clara como água: Limpar o nome do Flamengo de forma sóbria e austera. O que não causou boa impressão no Conselho do Clube, e na maioria dos torcedores mais imediatistas.

De fato, apesar do incontestável saldo positivo da atual diretoria no campo econômico, político, de gestão, de marketing, de sócio-torcedor e nos campos mais burocráticos que competem ao Clube de Regatas do Flamengo.

Contudo, nos campos, a história não se repete. Foram 3 anos sofríveis para a maior torcida do país. Times medianos, ou menos. Incontáveis mudanças de técnicos(medíocres ou ultrapassados). Campanhas esquecíveis nos campeonatos, e apenas 2 títulos excepcionais ganhos unicamente pela momentânea raça de um time achado, e pelo incondicional apoio da torcida.

E ao que parecia, esse ano continuaria da mesma forma. Todavia, percebendo já a falta de paciência da torcida depois de 2 anos e meio, a diretoria resolveu se coçar e efetuou duas das maiores transferências do Brasil no ano, e complementando ainda com o reforço de alguns jogadores importantíssimos para o elenco. São eles respectivamente, Marcelo Cirino, Guerrero, Sheik, Alan Patrick e Éderson.

As contratações parecem ter resolvido a parte ofensiva muito bem, pelo menos são o que os números mostram. Quando Guerrero não marca, outros estão a postos para suprir a necessidade do time.

Todavia, parece que se esqueceram de um setor importantíssimo em um bom time de futebol. A zaga. E é justamente esse o maior problema que o time enfrenta esse ano.

Desde o Campeonato carioca, que o Flamengo sofreu e foi eliminado com consecutivos gols sofridos de jogada aérea, a defesa Rubro-negra é fraca e falha.

O problema ainda foi agravado com a necessidade que o clube enfrentou de vender jogadores. Com a saída de Cáceres para o futebol árabe, o que era mascarado apareceu. Pois era o volante paraguaio que protegia e blindava o frágil miolo de zaga rubro-negro.

Já são 5 gols de bola aérea sofrido nos últimos 3 jogos, o problema é crônico, a defesa é fraca, e ao que parece, o técnico incompetente em corrigir um problema que não seria problema para jogadores altos e jovens.

Colocar a derrota puramente na conta das pífias arbitragens da CBF é uma leviandade, apesar de realmente serem providenciais nos resultados dos jogos. Mas não podemos esquecer da falta de preparo técnico, tático, físico e psicológico dos zagueiros de zaga, pois o sistema defensivo em geral, formado por Jorge, Pará, Canteiros e Márcio Araújo(Jonas) é bom.

Com o fim da janela de transferências e com a impossibilidade de mudança de clubes de jogadores da série A, cabe a nós torcer para que o problema se resolva, e  que consigamos pelo menos um título este ano. Um título que nos leve de volta à Libertadores. Pois quer muito ver Jorge, Canteros, Éderson, Sheik, Guerrero e Éverton juntos na Taça.

Por enquanto só nos resta rezar. Saudações Rubro-negras.


 

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