Uma das maiores alegrias que um jogador que possui identificação com o clube pode proporcionar para seu torcedor atualmente é atuar por anos e anos no clube, entrando para o hall de ídolos do time. Silvio Luiz Borba da Silva, mais conhecido como Kuki, é um desses jogadores: Atuou por vários anos no Náutico e se imortalizou no clube de Recife, sendo talvez o maior ídolo da história recente do time.

Rio Grande do Sul – O início de sua carreira.

Kuki nasceu em 1971 na cidade de Cratéu no Ceará, porém foi criado no Rio Grande do Sul, e lá  iniciou sua carreira no Futebol, atuando pelo modesto Esporte Clube Encantado no RS,  jogou pelo clube em 1993-94 e foi emprestado para outro time do interior gaúcho, o Taquariense. Depois passou por Palmeirense (time da cidade de “Palmeiras das Missões”, não é uma homenagem ao clube paulista, como pode-se pensar), Ypiranga e Veranópolis, até chegar ao Lajeadense em 1997.  Pelo Lajeadense foi campeão e artilheiro da segunda divisão (22 gols) do campeonato gaúcho. Atuou ainda pelo Grêmio Santanense, de Santana do Livramento (também no RS).

Fim do Séc. XX – Adeus Rio Grande do Sul

No fim do Século XX, mais precisamente no ano de 2000, Kuki abandona o estado gaúcho e começa a atuar pelo Internacional de Lages em Santa Catarina. No time catarinense também se tornou campeão e artilheiro da segunda divisão do estadual, dessa vez com 32 gols. Atuou também pelo Brusque em Santa Catarina, até chegar ao Náutico em 2001.

Náutico – O Artilheiro e ídolo Kuki

Pelo Náutico em 2001, Kuki chegaria para ser titular, campeão e artilheiro da primeira divisão do pernambucano em seu ano de estreia pelo Timbu, Kuki também foi artilheiro da Copa do Nordeste no mesmo ano. Ao todo, marcou 43 gols pelo clube pernambucano em seu ano de estreia.

Kuki foi contratado por um clube coreano em 2002, Chombuck Hyundai. Mas por lá ficou pouco tempo, no mesmo ano voltava ao time pernambucano para ser feliz. Foi campeão estadual novamente, e marcou 18 gols na temporada.

Em 2003 Kuki foi artilheiro do estadual novamente, e na temporada chegou a marca de incríveis 40 gols.

Em 2004 marcou 26 gols pela equipe, e se consagrava mais uma vez campeão estadual.

Em 2005 ocorria o mesmo de 2003, não se tornou campeão estadual, mas foi artilheiro deste campeonato. No ano chegou a marca de 28 gols.

Em 2006 marcou 10 gols, e levou o clube a classificação para a Série A do campeonato brasileiro.

2007 – Esse ano merece uma atenção especial, pois se o maior ídolo da história recente se transfere para o rival (Santa Cruz), como aconteceu, o jogador poderia se queimar com a torcida e nunca mais voltar para o clube onde havia escrito sua história marcando muitos gols.
Durou pouco tempo no Santa, atuando por 4 meses. Nesse mesmo ano, “O gigante do Arruda” como é conhecido, caiu para a série C do campeonato e Kuki selava seu retorno ao Náutico, marcando 14 gols na temporada pela equipe alvirrubra.

No ano de 2008, Kuki marcou pela primeira vez na série A com a camisa do Timbu, contra o Fluminense. Ao todo na temporada, sentindo o peso da idade avançada, Kuki marcou 4 gols.

Em 2009 marcou um gol, contra a equipe do Vitória de Santo Antão, o que seria seu último gol com a camisa do Náutico. Nessa mesma temporada o jogador optou pela aposentadoria.

Kuki se tornou o jogador que mais atuou pelo Náutico,  em nove anos de clube com 387 partidas pelo clube. Se tornou também o terceiro maior artilheiro do clube, com 184 gols. O baixinho de apenas 1,67 m conquistou vários títulos pelo timbu e se tornou um dos maiores, se não o maior ídolo da história recente. Sua técnica e esforço foram fundamentais para se tornar um artilheiro nato e entrar na história do clube pernambucano.

O Fim – Ou o recomeço?

Em 2010 após sua aposentadoria passou a atuar na comissão técnica do clube, e mesmo passando vários treinadores, o baixinho permanece trabalhando na equipe.

Kuki veste a camisa do Náutico agora como integrante da comissão técnica do clube (Imagem: Divulgação)

Já nesse ano (2015), Kuki se envolveu em uma polêmica em março ao conceder uma entrevista ao comentarista Maciel Junior, da Rádio Jornal, o ex-atleta detonou um torcedor de algum clube rival, que tirou uma foto simulando o ato de urinar sobre o escudo do Náutico. Entre outras palavras, Kuki disse que se estivesse presente na situação, iria para cima do cidadão e pediu para que fosse processado pelo rapaz, pois iria ficar frente-a-frente com ele no tribunal.

No dia 28 de maio, Kuki sofreu um grande susto, o ex-atleta sofreu Ataque Islêmico Transitório (uma espécie de “Mini-AVC”) e foi internado às pressas. Saiu do Hospital depois de alguns dias e começou a se recuperar, em Junho visitou o Centro de Treinamento do Náutico, e afirmou que em breve estará pronto para retornar aos trabalhos pelo clube.

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