Dyego Rocha Coelho, conhecido no meio do futebol apenas como “Coelho” é um ex jogador de futebol. Lateral Direito, atuou por alguns clubes brasileiros, obtendo destaque no Corinthians e Atlético Mineiro. Durante seu tempo no clube mineiro, o atleta ficou marcado por um lance em um clássico contra o Cruzeiro em 2007, no qual agrediu o jogador rival Kerlon, que tentara fazer o “drible da foquinha” como era conhecido. Hoje com 32 anos e já aposentado, Coelho é auxiliar na equipe sub-20 do Corinthians.

Relembre sua trajetória no futebol:

Corinthians
Formado na base do clube paulista, Coelho iniciou sua carreira profissional com 20 anos, em 2003, justamente contra o Atlético Mineiro em um jogo válido pela sul-americana, no qual o clube paulista perdeu por 2 x 0. Com o passar do tempo, o jogador foi atuando e ganhando mais espaço na equipe, até se tornar titular e obter destaque no ano de 2005.
Em 2005 o Corinthians se sagrou campeão brasileiro, Coelho com seu eficiente apoio pela lateral do campo, além de suas boas execuções nas cobranças de bola parada, se tornou um jogador importante do clube e caiu na graça da torcida naquele ano.

Porém, como no futebol as coisas mudam rapidamente, o ano de 2006 para o clube paulista e também para o atleta os acontecimentos e mudanças não foram muito bons.

(Foto/Reprodução: R7;com)

(Foto/Reprodução: R7.com)

Na taça libertadores daquele ano, o clube paulista enfrentava o River Plate nas oitavas de final. No primeiro jogo, na Argentina, a equipe de Buenos Aires levou a melhor, vencendo por 3×2. Porém o drama veio na partida de volta, o Corinthians precisava apenas de vencer pelo placar mínimo para se classificar. No fim do primeiro tempo a equipe ia vencendo por 1×0 e garantindo a classificação, até que aos 11 da segunda etapa tudo muda: Escanteio para o River, bate e rebate na área, a bola sobra para Gallardo, que cruza a bola na área e, Coelho, de cabeça marca contra o próprio patrimônio. O River se animou na partida e fez mais dois. Após o terceiro gol da equipe argentina, houve uma enorme confusão e torcedores invadiram o gramado, fazendo com que a partida fosse encerrada mais cedo. 

Reveja os lances da derrota do Corinthians em 2006 para a equipe argentina.

Com o fraco desempenho do clube nas competições no ano, e o interesse da equipe do Atlético Mineiro em Coelho, o jogador decidiu trocar de clube e ir para Minas Gerais no ano seguinte.

Atlético Mineiro
O Atlético acabava de voltar à elite do futebol mineiro e viu em Coelho o que ambos precisavam: uma chance de recomeçar.

No clube mineiro, Coelho voltou a se destacar com suas cobranças de falta e seu forte apoio ao setor ofensivo com seu rápido alcance ao ataque, ajudando assim a equipe a ser campeã mineira em 2007 sobre seu rival Cruzeiro.

Coelho reencontrou seu bom futebol na equipe mineira, foi eleito o terceiro melhor lateral direito do campeonato brasileiro no ano em que iniciou sua passagem no clube, além de ter ganho o Troféu Telê Santana. Coelho em 2007 acabou se tornando um dos jogadores mais comentados do ano, mas não por ter reencontrado seu futebol, mas por ter protagonizado um lance polêmico com a revelação do Cruzeiro, Kerlon, o foquinha.

Na 26ª rodada do campeonato brasileiro, o Atlético enfrentava o Cruzeiro no Mineirão. O Cruzeiro tinha um jovem e habilidoso jogador chamado Kerlon, que era conhecido por fazer uma finta que remetia a uma foca, erguendo a bola na cabeça e correndo com ela dominada. O jogador celeste tentou esse drible, e Coelho o agrediu, recebendo o cartão vermelho.

Relembre o lance polêmico que envolveu Coelho e Kerlon.

Veja também: “Kerlon – A Foquinha Desaparecida”

Muito se discutiu depois disso se a jogada de Kerlon era ou não provocativa, se era ou não futebol arte. Coelho em entrevista para o site SuperEsportes nesse ano de 2015 declarou que não se arrepende da jogada, mas também não apoia a violência:  “Na minha opinião, a agressão nunca é o certo a se fazer. Mas as pessoas que nunca disputaram um clássico entre Atlético e Cruzeiro não vão saber o que se sente nesse jogo. Não me arrependo, mas também não apoio isso. O futebol é bola no chão, tem que ter jogadas bonitas e nada de violência”.

Tirando esse episódio polêmico de sua carreira, Coelho teve seu bom futebol reconhecido, o que levou a jogar no futebol europeu no ano seguinte.

Bologna
Transferido por empréstimo para jogar no futebol italiano pelo Bologna, Coelho ficou no clube até 2009. Teve algumas boas atuações, mas não se firmou no time. Durante seu período na Itália, o jogador teve sua segunda filha, Valentina.

Apesar de poucas atuações na Itália, o jogador considerou sua passagem por lá um período de amadurecimento.  “A passagem por lá foi muito importante, pois você aprende a dar valor a pequenas coisas no futebol, foi importante por isso, amadureci muito”, Declarou em entrevista ao UOL ESPORTE. 

Com a filha pequena, Coelho retornou ao Brasil voltando para o seu último clube, Atlético.

Atlético e DC Karabukspor
Em 2009 retornou para a equipe mineira, jogou algumas partidas, não obteve o mesmo rendimento, mesmo sendo campeão mineiro em 2010, o que o levou a ser dispensado do clube atleticano.
Teve um novo recomeço na Turquia no ano seguinte, contratado pelo DC Karabukspor, jogou pouco mais de 10 partidas e fez dois gols pela equipe turca. Porém, já com três filhas, desejando ficar mais próximo da família, rescindiu com o clube e voltou ao Brasil.

Bahia, Guarantiguetá e Atlético Sorocaba – O Fim de sua carreira
Após voltar ao país, em 2012, foi contratado pelo Bahia. No clube Baiano, o jogador teve uma indesejada sequência de lesões, atrapalhando sua carreira. Jogou 11 partidas pela equipe de Salvador e acabou rompendo o vínculo com o clube em 2013.
Pelo Guarantiguetá em 2013 e Atlético Sorocaba em 2014, a história se repetiu, as lesões o atrapalharam, o jogador passou por algumas cirurgias, que atrapalhou seu rendimento e o fez encerrar a carreira aos 32 anos.

Auxiliar do Corinthians
Se Coelho não possuía mais condições de atuar como jogador, nesse ano de 2015 começou o trabalho de auxiliar no clube que o revelou para o mundo. Seu trabalho é realizado junto com Caco Espinoza (sobrinho do treinador Waldir Espinoza), e é feito nas categorias de base (sub-20) do clube paulista.

 

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