Está fora da Copa Libertadores da América 2015 o último representante brasileiro. O colorado gaúcho perdeu vergonhosamente por 3 a 1, tendo esse gol de honra sido feito aos mais de 40 minutos da segunda etapa. O time de Diego Aguirre foi medíocre. Ao invés de se ver jogar aquele time aguerrido, que fazia pressão até na sombra, vimos um Inter que não conseguia acertar passes de 3 metros. Vimos o Tigres massacrar lentamente a esperança do torcedor colorado de se tornar tricampeão, ou de apenas disputar mais uma final.

 

Depois do apito final, os jogadores do tigres comemoraram muito com a torcida (Foto: Miguel Sierra/ EFE)

Não foi dessa vez na Libertadores e provavelmente não vai ser dessa vez no brasileirão. Com isso, o clube gaúcho chega a mais um ano perdido, sem títulos de expressão. A Copa do Brasil é esperança, tendo o Inter já mostrado bom desempenho em mata-mata, porém ainda assim é difícil fazer previsões ou até mesmo sonhar em chegar um pouco mais longe jogando contra tantos times muito mais organizados que o colorado.

Talvez tenha faltado um melhor planejamento, pois, ao invés de manter o ritmo das fases anteriores da libertadores, o grupo do campeão gaúcho apenas perdeu o foco e o entrosamento. Talvez o problema tenha sido a inexperiência dos jovens, que recheiam o elenco do clube do povo. Mas quaisquer que sejam os erros que tenham acometido o Internacional, todos devem ser diagnosticados, postos na balança e, tanto Aguirre, quanto direção, devem chegar a um consenso e fazer algo para melhorar esse time carente, tanto de peças quanto de técnica.

Além de todos os problemas já citados, a janela européia de vendas do Brasil para o exterior está ainda aberta, por mais mais ou menos um mês. A iminência de venda de jovens promessas (e realidades) é muito grande, pois o clube precisa fazer dinheiro e equilibrar as finanças. Valdivia e Alisson têm sido os principais nomes do inter e provavelmente serão os mais assediados. Dificilmente o colorado segurará todas as suas peças-chave.

Fácil não vai ser, mas agora a meta de Diego Aguirre, sim, de Aguirre e de nenhum outro treinador, é fazer com que o time consiga uma vaga para a Libertadores de 2016. O sonho do tri da América e do penta brasileiro fica pra próxima.

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Adrian Pavoni
Diretor-Executivo e Colunista

Amante da liberdade, de esportes e da vida. Cityzen e Sapucaiense. Estudante de Jornalismo da PUCRS.