O confronto que abre a última rodada do Grupo B da Copa América, neste sábado, entre Uruguai e Paraguai, só não será mera formalidade porque quem vencer ocupará o segundo posto atrás da Argentina, que mais tarde enfrenta a simpática Jamaica. Graças ao regulamento benevolente do torneio, onde os dois melhores terceiros também passam, somente uma combinação improvável de resultados tirariam uruguaios ou paraguaios da próxima fase. Para este jogo, sorrisos na entrada e abraços na despedida: ninguém terá razão para sair frustrado. Em 2011, não foi bem assim. Com o Monumental de Nuñez como palco, ambas as seleções decidiram a Copa América cujo os protagonistas foram ficando pelo caminho.

Primeiro, o Brasil. Reformulado depois de cair nas quartas da Copa do Mundo de 2010 para a Holanda, mas perdido em meio a um par de teses que Mano Menezes queria e não conseguia impor, os brasileiros foram aos trancos e barrancos para a segunda fase, quando isolaram os pênaltis que definiriam a classificação diante dos paraguaios – que foram à final com cinco empates. Depois, a Argentina. Jogando em casa e buscando um título pelo time principal que segue sem vir há muito tempo, os hermanos, igualmente nos pênaltis, mas para o Uruguai, sucumbiram logo na primeira partida eliminatória.

Diego+Forlan

(Foto: Marcos Brindicci/Reuters)

Por vias opostas e estágios distintos, Uruguai e Paraguai se encontravam naquele 24 de julho, no estádio do River Plate, para decidirem o campeão do continente cuja a disputa se daria entre um time que sequer sabia como estava ali, já que só empatou, enquanto outro afirmava uma geração histórica que, depois de anos, conseguiu aliar a garra charrua com a técnica latina.

Seguindo a lógica natural da competição, a final viu desde o seu princípio apenas um time jogar. Logo aos 2 minutos de jogo, Suárez finalizou com força obrigando Villar a espalmar para escanteio. No córner, Lugano só não abriu o placar para os uruguaios porque Ortigoza estava em cima da linha quando a bola se aproximava a chegar nas redes. Tamanha superioridade não tardaria a ser demonstrada em gols. Aos 11 minutos, Suárez, que já havia sido herói na semifinal contra o surpreendente Peru, limpou a marcação e bateu de pé esquerdo para colocar a celeste em vantagem, 1×0.

O primeiro tempo seguiu em ritmo alucinante. Atônito, o Paraguai limitava-se a assistir o desenrolar do jogo rival, vertical, incisivo e objetivo. Aos 41 minutos do primeiro tempo, após brilhante roubada de bola seguida de assistência do volante Arevalo Rios, Diego Forlán soltou a canhota e fuzilou Vilar: Uruguai 2×0 Paraguai. A faixa se aproximava do peito uruguaio. Também assinado por Forlán, o terceiro gol arredondou a vitória inquestionável dos uruguaios que, naquela tarde, conquistavam o 15° título da Copa América – tornando-se, assim, o maior campeão da história do torneio, ultrapassando a Argentina dentro de Buenos Aires.

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