Cinza como a Arena CAP, assim está o CAP. Antes de qualquer outra linha de texto, recuso-me a chamar de ATLÉTICO este time que temos visto. O grupo não merece ser chamado pelo mesmo nome que a equipe por onde jogaram Sicupira, Alex Mineiro, Cocito, Washington, Assis e diversos jogadores que sangraram por nossas cores.

Atlético é o time que fez jus ao hino do maior clube do Paraná: “Rubro-negro é quem tem raça e não teme a própria morte”. É o time que fez estádios balançarem, é o time que detém o maior recorde de público do estádio do maior rival, é o tal que fazia adversários tremerem quando vinham a Curitiba, aquele que fez nome pela América no auge de sua história.

Alex mineiro e Sicupira, dois dos maiores ídolos do Furacão.

Alex mineiro e Sicupira, dois dos maiores ídolos do Furacão.

CAP é o time que deixaram o Atlético se tornar. Time com uma das melhores estruturas da América Latina, um estádio de Copa do Mundo e opacidade total. 90% dos jogadores não servem a times da série C, e mesmo com a chance de vestir a camisa de um grande clube, não se esforçam ao mínimo, não demonstram vontade alguma. Time que é retrato da cinza Arena CAP, triste destino teve o imponente e rubro-negro Joaquim Américo, a temida Arena da Baixada. Foi isso que nos tornamos, uma marca, um CAP sem Atlético, um time sem alma.

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Um triste antes e depois (2008/2015).

Não posso negar de forma alguma, o senhor Mário Celso Petraglia fez muito por nosso Atlético. Um estádio, um Campeonato Brasileiro e um vice na Libertadores, tais conquistas tiveram sua clara participação, mas não são conquistas deste homem, são conquistas do Atlético e de sua nação rubro-negra. Por isso você não é o dono do Atlético, senhor MCP.

O atleticano está cansado de esperar por um resultado que não vem, está cansado de ver o futebol deixado às minguas. Queremos jogadores que honrem nossa camisa e demonstrem vontade, um treinador que não ache “normal” ser eliminado por clubes de tamanho infinitamente menor em dois campeonatos. Torcemos pelo Atlético, queremos o Atlético de volta, chega de falar e viver um CAP, coloquemos novamente o Atlético em nosso vocabulário, honremos nossa história.

O Atlético nós não abandonaremos jamais, nosso grito sempre estará lá. Que nos respeitem e como atleticanos passem a agir. Paulinho Dias, Bady, Dellatorre, Natanael, Cléo e companhia, por respeito ao nosso amor, peçam já as suas contas, o Atlético não lhes quer. Pra vestir essa camisa tem que ao menos respeitá-la e mostrar vontade de ostentá-la. Caso contrário, a porta é a serventia da casa.

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