Quatro vezes melhor jogador do mundo, três vezes campeão europeu, maior artilheiro da história em um ano solar, o maior jogador de futebol da Terra resolveu voltar à brilhar, com a eficiência exigida e a plasticidade desejada, Messi confirmou seu retorno ao auge, duelando contra seu ex-treinador e contra os jogadores que outrora o tiraram do trono, Lionel foi letal, – mais que isso -, foi genial. Bastaram três lances magistrais para o camisa dez definir o confronto mais esperado da temporada européia até o momento.

Para entender o tamanho desta atuação é preciso lembrar o que cercava esta partida, melhor do mundo por quatro anos consecutivos e detentor de incontáveis recordes, Messi viu seu posto cair em 2013 quando ao enfrentar o mesmo Bayern foi massacrado, placar geral de 7×0 e dúvidas sobre o argentino, no ano seguinte queda nas quartas-de-final da Champions e perda do título espanhol, ou seja, temporada frustrada para alguém que habituou-se à bater marcas e conquistar títulos, mas na temporada atual está posta a remontada do argentino.

Incontáveis têm sido suas grandes atuações nesta temporada, líder do espanhol, maior artilheiro da história da UEFA Champions League, goleador e assistente, brilha, mas possibilita que os outros também decidam, faltava a atuação soberba, a qual não possibilitasse dúvidas sobre a volta do craque ao seu auge técnico e físico, o adversário não podia ser outro, o Bayern München, – o mesmo que massacrara os catalães há dois anos -, campeão alemão com sobras, e base da seleção alemã que venceu o mundo sobre a Argentina de Messi, além de ser comandado por Guardiola, o homem que ajudou fazer de Lionel, o implacável Messi.

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Se Neuer provocou antes do jogo, Messi definiu durante, bola na entrada da área e chute forte de canhota para abrir o marcador, em seguida drible espetacular e desconcertante em Boateng para com um toque sútil encobrir Neuer e anotar o segundo dos catalães, para fechar o caixão bávaro, lançamento na medida para Neymar anotar outro tento. Quase sempre frio, nessa partida Messi sentiu seu sangue latino, com os alemães engasgados, o argentino tratou de engoli-los, com gols, passes e, – surpreendentemente -, comemorações efusivas, Messi foi ao delírio, fez do Camp Nou seu céu e regeu o momento digno de seus melhores dias.

Depois de Boateng, só Neuer no caminho...

Depois de Boateng, só Neuer no caminho…

Diferentes times e jogadores sofreram nos pés do maior jogador de futebol do século XXI, a cabeça pensa e o pé decide, o gol não é apenas um detalhe, são marcados em escala industrial, o que os difere são os detalhes que separam a bola dos pés do craque do seu destino final. Ídolo incontestável na Catalunha, ídolo incontestável no cenário mundial, seja no Camp Nou ou até mesmo no Bernabéu, dono de feitos que o colocam no posto de homem genial.

Imparável. Impagável. Indefectível. No mundo dos homens és mero mortal, mas no Camp Nou, – com ar teatral -, faz do jogo seu mais puro ritual, no qual deixa de ser Homem para tornar-se, – por noventa minutos -, imortal, sem a pretensão de ser lembrado como herói ou como senhor daquele lugar, Messi quer apenas jogar, sorte dos que o acompanham que para ele isto não é apenas um jogo, mas uma forma de se expressar, com a bola em seus pés, a arte paira no ar.

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Amante do esporte, presente em uma das tantas curvas da highway. Mineiro, acima de tudo Cruzeiro. Fã de futebol rápido, não necessariamente rasteiro. Acredita na Copa do Mundo como momento máximo do esporte.

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