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Se alguém ainda não sabe, o QQD informa: a brincadeira acabou. Depois de 108 jogos, 285 gols, 436 cartões amarelos e 32 vermelhos, os 16 melhores clubes da Copa Libertadores de 2015 iniciam o enfrentamento das oitavas-de-final, que promete estremecer o continente. O Brasil passou todos os seus times. Mas os 100% de aproveitamento já tem data marcada para acabar.

Dos cinco representantes que avançaram, quatro já sabem que vão ter de brigar entre si para não se despedirem prematuramente. Inter e Atlético-MG se encontram sabendo que quem ficar pelo caminho teria time para ir mais adiante. Cruzeiro e São Paulo jogam para mostrar que, no meio de tanta tradição, ainda existe futebol. O Corinthians, em tese, foi quem se deu melhor, e vai medir forças com o Guaraní, do Paraguai. Na Argentina, o superclássico entre o embalado Boca e desencontrado River vai parar o país. Tigres, Racing e Atlético Nacional, sem fazer alarde, quietos como a Copa gosta, podem crescer.

Quando a bola rolar na próxima terça-feira para Universitário Sucre e Tigres, abrindo o mata-mata da 56ª edição da Copa Libertadores da América, uma fumaça cinza ganhará primeiro o céu da Bolívia para depois espalhar-se por toda a América, avisando a todos que a hora da verdade chegou.

Boca Juniors x River Plate 

A fumaça começa a sair já das primeiras linhas desse texto. O superclássico era a única alternativa viável caso o River Plate unisse forças e vencesse seu último jogo na primeira fase. Com uma ajudinha mexicana na outra partida da chave, o time de Marcelo Gallardo passou na bacia das almas com uma campanha pavorosa em um grupo fraco. Téo Gutierrez e Rodrigo Mora, avançados de respeito e pilares das conquistas recentes dos Millonarios, só desencantaram no último embate contra os bolivianos do San José. Os títulos da Sul-Americana de 2014 e Recopa de 2015 praticamente obrigavam os rubros a fazerem bonito na Copa. Mas, em campo, as coisas não deram certo. Contra o Juan Aurich, no Monumental, foram tantas bolas chutadas na trave que os deuses do futebol perderam a paciência e deram um gol de empate aos peruanos no final do jogo.

No grupo 5, o Boca jogou sozinho. Passeou como há tempos um time não fazia. Foram 18 pontos e 19 gols marcados em seis jogos, com um furioso 100% de aproveitamento que conclama respeito dos adversários. Com Fernando Gago ordenando as ações no meio campo, o jovem Calleri como estrela emergente no ataque e Osvaldo empurrando a bola para dentro da goleira, os xeneizes cheiram a favoritismo não somente nas oitavas, mas em toda a Copa. Tudo bem que um grupo que tinha Zamora, Palestino e Wanderers até pode não ser o melhor dos parâmetros, mas o River Plate, que já escalou uma montanha para se classificar, terá que subir outra bem maior para ir às quartas.

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Daniel Osvaldo e Teo Gutiérrez (Arte: QQD)

Primeiro jogo: 7 de maio, 21h, Estádio Monumental de Nuñez, Argentina.

Segundo jogo: 14 de maio, 21h, Estádio La Bombonera, Argentina.

Time-base Boca Jrs: Orion; Peruzzi, Diaz, Torsiglieri, Colazo; Gago, Meli, Lodeiro, Pavón; Calleri, Osvaldo. Técnico: Rodolfo Arruabarrena.

Time-base River Plate: Barovero; Funes Mori, Maidana, Mercado, Vangioni; Kraneviter, Rojas, Sanchez, Pisculichi; Mora e Téo Gutierrez. Técnico: Marcelo Gallardo.


Cruzeiro x São Paulo

O tiro vai ser dado para o alto e quem ganhar a corrida em busca da própria identidade estará na próxima fase. O Cruzeiro precisa reencontrar. O São Paulo, ter uma. Tirados de cena das finais estaduais por tradicionais adversários, ambos os times terão mais de 10 dias até o primeiro embate, marcado para 6 de maio, na capital paulista. Tempo de sobra para ajustarem o que não se ajustou e descartarem o que não se ajusta mais.

O bicampeão brasileiro foi para a história e saiu do campo. Do time que dominou o Brasil por dois anos não sobrou quase nada. Natural que Marcelo Oliveira enfrentasse problemas – não tantos a ponto de penar para se classificar com míseros 11 pontos em um grupo fraquíssimo. Paulo André não repete Dedé, Willians não faz sombra a Lucas Silva e Arrascaeta ainda não lembra Éverton Ribeiro e Goulart. Damião, este sim, salva-se, mas não atua sozinho.

Pelas bandas do Morumbi, a classificação heroica no grupo da morte na primeira fase – com gols nos últimos minutos contra San Lorenzo em casa e Danubio fora – não pode encobrir um festival de erros cometido pelo clube nesse início de temporada. Criticado pela falta de espírito de luta e determinação na cancha, o tricolor deu um suspiro de esperança quando sufocou o desinteressadíssimo Corinthians na última rodada do grupo. Ainda assim, é pouco. Falta definir se Ganso joga como meia ou ao lado de Pato no ataque. Falta definir se Milton Cruz segue como treinador ou se um novo nome será buscado. Falta muito. No duelo que exala tradição e carece de bola, salve-se quem puder.

(Arte: QQD)

Damião e Ganso (Arte: QQD)

Primeiro jogo: 6 de maio, 22h, Estádio Morumbi, Brasil.

Segundo jogo: 13 de maio, 19h30, Estádio Mineirão, Brasil.

Time-base Cruzeiro: Fábio; Mayke, Léo, Paulo André, Mena; Willians, Henrique, Marquinhos, De Arrascaeta, Willian; Leandro Damião. Técnico: Marcelo Oliveira.

Time-base São Paulo: Rogério Ceni; Bruno, Rafael Tolói, Dória, Reinaldo; Denílson, Hudson, Michel Bastos, Ganso; Alexandre Pato e Luís Fabiano. Técnico: Milton Cruz.


Racing x Wanderers

Atual campeão argentino, depois de uma irritante fila de 13 anos, o Racing deu sequência a boa fase com uma grande campanha no grupo 8 da Libertadores. Sem fazer oba-oba quando aplicou duas goleadas seguidas (0x5 no Táchira e 4×1 no Guaraní) e nem terra arrasada ao perder na Argentina para os peruanos do Sporting Cristal, o time de Diego Cocca vai, sem alarde, credenciando-se como um dos postulantes à tão cobiçada taça. Na ausência de Centurión, vendido, preterido e brigado no São Paulo, coube ao experientíssimo Diego Milito e a Gustavo Bou a missão de levar o time adiante. Bou, por sinal, parece ter entendido à risca o recado: com 7 gols marcados, é o artilheiro absoluto da Copa.

Sobre o vice-campeão uruguaio, que chega pela segunda vez aos mata-matas da Copa, só o fato de estar entre os 16 melhores já é motivo de grande comemoração. Classificado no grupo em que o Boca passeou, mas com direito a jogo duro na Bombonera e derrota apertada por 2×1, o próprio Montevideo Wanderers reconhece como cumprida sua missão nesse ano. Dos demais confrontos de oitavas, difícil encontrar outro deles com um favorito tão evidente.

(Arte: QQD)

Bou e Albarracin (Arte: QQD)

Primeiro jogo: 7 de maio, 18h45, Estádio Parque Central, Uruguai.

Segundo jogo: 14 de maio, 18h30, Estádio Presidente Perón, Argentina.

Time-base Racing: Saja; Pillud, Sanchez, Lollo, Grimi; Videla, Aued, Camacho, Acuña; Diego Milito, Gustavo Bou. Técnico: Diego Cocca.

Time-base Wanderers: Burián; Silva, Galain, Fabián, Olivera; Martinez, Eguren, Riolfo, Cruz, Albarracin; Rodríguez. Técnico: Alfredo Arias.


Corinthians x Guaraní

Ao abdicar de se lançar ao ataque quando perdia por 2×0 para o São Paulo na derradeira partida do grupo da morte, o Corinthians mostrou-se satisfeito em ter pela frente o Guaraní nas oitavas e passar o Galo para o Inter. Compreensível. Afinal de contas, terá pela frente um time sem tradição, com pouquíssima torcida e que fez somente a quinta melhor campanha entre os segundos classificados.

Os mais desavisados não lembram, mas foi com rigorosamente essas mesmas características que o Nacional, do Paraguai, surpreendeu o continente e chegou à final da edição de 2014, quando encarou de igual para igual o San Lorenzo. Somado a essa mística paraguaia, o Guaraní conta com o entrosamento de um grupo que já joga junto há mais de dois anos e com o faro de gol do atacante Santander, que fez cinco gols em cinco jogos diferentes na primeira fase.

Com o melhor futebol do país nos primeiros meses do ano, o Corinthians de Tite demonstrou que vem modernizado tal qual o seu treinador – remodelado após um ano sabático -, atuando num 4-1-4-1, que tem em Elias o elemento surpresa e em Guerrero a certeza de gol. Aliás, o peruano, que recupera-se de dengue, possivelmente atue apenas no jogo da volta contra os paraguaios, em São Paulo. Sem vencer nos últimos dois jogos da fase de grupos da Libertadores e eliminado nos pênaltis pelo Palmeiras no Paulistão, o time mostrou que também tem fraquezas. Pode até ser excesso de zelo, mas tome cuidado, Tite.

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Guerrero e Santander (Arte: QQD)

Primeiro jogo: 6 de maio, 20h45, Estádio Defensores del Chaco, Paraguai.

Segundo jogo: 13 de maio, 22h, Estádio Arena Corinthians, Brasil.

Time-base Corinthians: Cássio; Fágner, Felipe, Gil, Fábio Santos; Ralf, Elias, Jádson, Renato Augusto, Emerson Sheik; Guerrero. Técnico: Tite.

Time-base Guaraní: Aguilar; Filippini, Maldonado, Cabal, Bartomeus; Cáceres, Pallau, Campora, Vargas, Fernandez; Santander. Técnico: Fernando Jubero.



Tigres x Universitário Sucre

No confronto que abre a série de oitavas de final da Libertadores 2015, com o primeiro jogo a ser realizado já nesta terça-feira, em Sucre, na Bolívia, estará em campo o mais brasileiro dos clubes estrangeiros. Não somente por ter no ataque Rafael Sóbis, bicampeão continental pelo Inter, e Joffre Guerrón, equatoriano de passagens por Cruzeiro e Atlético Paranaense. O futebol de boa troca de passes, envolvente no campo de ataque e sempre sob o olhar do cão de guarda Arévalo Rios rendeu ao Tigres a segunda melhor colocação geral na primeira fase. Fez bonito. Contra o River, no México, chegou a abrir 2×0 até o final do jogo, em resultado que eliminaria de vez os argentinos do torneio. Sabe-se lá como, cedeu o empate e deu um respiro aos rivais. Depois do primeiro jogono Monumental, terminado em 1×1, Sóbis garantiu: “O nosso time é muito bom e vai longe nessa Libertadores”.

De fato, poderá ir ainda mais longe caso mantenha o nível apresentado diante de um Universitário Sucre que está nas oitavas mais por demérito do Huracán, da Argentina, que conseguiu a façanha de tomar 3×0 do eliminado Mineros e, assim, entregar a classificação de bandeja nas mãos dos bolivianos, que conquistaram a segunda vaga no grupo do Cruzeiro.

Rafael Sóbis e Suarez (Arte: QQD)

Rafael Sóbis e Suarez (Arte: QQD)

Primeiro jogo: 28 de abril, 20h30, Estádio Olímpico Patria, Bolívia.

Segundo jogo: 5 de maio, 21h, Estádio Universitario de Monterrey, México.

Time-base Tigres: Guzmán; Gimenez, Rivas, Ayala, Torres Nilo; Arévalo Ríos, Dueñas, Álvarez; Guerrón, Lugo, Rafael Sóbis.  Técnico: Ricardo Ferretti.

Time-base Universitario Sucre: Olivares; González, Cuéllar, Filipetto, Silvestre; Balliván, Flores, Ribera, Cuesta; Castro, Suárez. Técnico: Júlio César Baldivieso.


Atlético Nacional x Emelec

A grande novidade é que um deles vai vencer. Presenças garantidas em todas as Libertadores, evoluções significativas a cada ano, tanto os colombianos quanto os equatorianos tentam em 2015 fugir da rotina de derrotas que lhes perseguem.

Mantendo a base que solapou o São Paulo na semi-final da Sulamericana de 2014, o Atlético Nacional joga o futebol essencialmente colombiano: toque de bola envolvente, variação no ataque, vocação ofensiva e desordem na defesa. O time é curioso. É capaz tanto de ir ao Equador vencer tranquilamente o Barcelona, como recebê-los em seus domínios na semana seguinte e perder o jogo. O 4-5-1 do comandante Juan Carlos Osorio vira 4-3-3 em um piscar de olhos, com Yulian Mejía comandando todas as ações do meio campo. Embalado depois de tocar 4×0 em casa no Libertad para fechar a conta do grupo 7, o Nacional terá pela frente um Emelec bem menos bobo do que em outros anos.

Eterno rival do Inter em Libertadores, os equatorianos apresentaram o seu cartão de visitas ao baterem logo na primeira rodada a Universidad do Chile, em Santiago. Nos pés da habilidosa dupla Ángel Mena e Miller Bolaños, os elétricos deram um verdadeiro choque nos colorados na partida do Beira-Rio onde só foram vencidos aos 36 do segundo tempo em uma bola traiçoeira que se ofereceu a Réver dentro da área. Sem o treinador Gustavo Quinteros, contratado pela seleção do Equador, o Emelec teve uma queda de rendimento nos primeiros jogos sob comando do novo comandante Omar de Felippe. Trata-se de um dos confrontos mais equilibrados das oitavas e gols não deverão faltar.

(Arte: QQD)

Mejia e Miller Bolaños (Arte: QQD)

Primeiro jogo: 7 de maio, 21h15, Estádio Modelo Alberto Spencer, Equador.

Segundo jogo: 14 de maio, 21h30, Estádio Atanasio Girardot, Colômbia.

Time-base Atlético Nacional: Vargal; Nájera, Murillo, Henriquez, Valencia; Bernal, Díaz, Mejía, Copete, Meléndez; Ruíz.  Técnico: Juan Carlos Osorio.

Time-base Emelec: Dreer; Cuero, Guaguá, Achilier, Bagui; Quiñónez, Gaibor, Burbano, Giménez, Ángel Mena; Miller Bolaños. Técnico: Omar de Felippe.


Santa Fé x Estudiantes

No choque entre o toque de bola envolvente colombiano e a garra e a catimba argentina, o equilíbrio surge como fator chave para que nenhuma das escolas de futebol se sobressaia nesse confronto.

Embora tenha perdido os seus dois jogos contra o Atlético-MG, o Independiente Santa Fé ganhou todas as quatro partidas restantes do grupo 1 com direito a passeio sobre o então líder Colo Colo, no Chile: inapeláveis 0x3. Em um 4-4-2 móvel, o meia carequinha Omar Pérez tem total liberdade para transitar no campo adversário, municiar os atacantes e chegar à frente para concluir. É o grande trunfo dos colombianos para baterem os campeões de 2009 nas oitavas.

Do outro lado, em um grupo equilibradíssimo, o Estudiantes só foi garantir a classificação na última rodada diante do Barcelona, no Equador, em jogo que até penalidade máxima desperdiçou. O treinador Gabriel Milito, apesar de ter sido zagueiro, gostar de jogar no ataque. Para tanto, escala o seu time em um ousado 4-3-3, tendo no novato Guido Carrillo a esperança de gols, já que foram seis na primeira fase. Além disso, a zaga impõe respeito. Ou algum atacante gostaria de pedalar para cima de Desábato e Sebá Dominguez? Que os colombianos arrumem as caneleiras.

(Arte: QQD)

Pérez e Carrillo (Arte: QQD)

Primeiro jogo: 5 de maio, 20h45, Estádio Ciudad de la Plata, Argentina.

Segundo jogo: 12 de maio, 19h30, Estádio El Campín, Colômbia.

Time-base Santa Fé: Castellanos; Anchico, Meza, Mina, Mosquera; Roa, Torres, Arias, Pérez; Morelo, Páez. Técnico: Gustavo Costas.

Time-base Estudiantes: Navarro; Aguirregaray, Desábato, Sebá Domínguez, Alvaro Pereira; Gil, Damonte, Acosta; Cerutti, Carrillo, Auzqui. Técnico: Gabriel Milito.


Inter x Atlético-MG

Ficou ruim para todo mundo. Se de um lado o Inter demonstrou franco crescimento e como terceiro melhor classificado se credenciou a pegar um rival mais frágil nas oitavas, pelo lado do Galo as atuações crescentes nos últimos quatro jogos da fase de grupos e a posterior classificação ilustravam um confronto mais acessível na fase seguinte. Só que a Copa é cruel e não vai acontecer nada disso. Gaúchos e mineiros se matarão envoltos pelo sonho absolutamente realizável de chegar mais longe não fosse o labirinto nem sempre justo que forma o caminho da Libertadores.

Salvo a braçadas próprias de um mar de críticas que inundavam o seu trabalho no início do ano, Diego Aguirre apostou em um método inovador no Brasil onde todos jogam, o esquema varia e a torcida que segure o coração na mão. Até agora, deu certo. Para as oitavas, terá o acréscimo do lateral direito William – descoberto em um desses revezamentos que ninguém entendia – e Lisandro Lopez.

Na outra ponta, a campanha atleticana começou com dois tropeços para Colo Colo, no Chile, e Atlas, no Horto – resultados que obrigaram Levir Culpi a abrir logo cedo a Fábrica de Milagres inaugurada em 2013 e reutilizada diante dos chilenos na última partida da primeira fase, quando o 2×0 era necessário e faltava um gol até depois de 30 do segundo tempo. Para um D’Alessandro, o Atlético responde com Guilherme. Para um Lucas Pratto, o Inter responde com Nilmar. Uma pena, mas alguém terá que ficar pelo caminho.

(Arte: QQD)

Nilmar e Pratto (Arte: QQD)

Primeiro jogo: 6 de maio, 22h, Estádio Indepedência, Brasil.

Segundo jogo: 13 de maio, 22h, Estádio Beira-Rio, Brasil.

Time-base Inter: Alisson; William, Juan, Ernando, Géferson; Rodrigo Dourado, Aránguiz, Jorge Henrique, D’Alessandro, Eduardo Sasha; Nilmar. Técnico: Diego Aguirre.

Time-base Atlético-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson, Douglas Santos; Leandro Donizete, Rafael Carioca, Dátolo, Guilherme, Luan; Lucas Pratto. Técnico: Levir Culpi.

 

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