Desde o início de fevereiro eu venho pedindo que o Inter jogue no 3-5-2. Por dois motivos: não temos nenhum lateral que marca e metade do time também não marca/marcava. Pois bem. Parece que o Aguirre acertou a mão agora. É óbvio que, em partes, não podemos levar em conta um teste contra o Aimoré. Mas já deu pra ver que o time se adaptou bem ao novo esquema.

Até por isso, decidi não fazer o pós-jogo da vitória sobre o Aimoré. Pensei em fazer algo mais completo pra postar hoje, analisando não somente a vitória, mas as maneiras que o time pode utilizar esse sistema tático novo. O Inter conseguiu ser eficiente no ataque e na defesa. Se antes o time tomava quatro e fazia quatro, fizemos três e não tomamos nenhum na última quarta.

Porém, devemos analisar (e muito) o novo esquema de Aguirre. Se ele colocou o Jorge Henrique quarta, é sinal de que ele pensa em colocar jogadores que não sejam necessariamente laterais de origem. Ou seja: ele com certeza já deve ter pensado em colocar Alex na esquerda.

Esse, pra mim, é o esquema ideal quando tivermos que pressionar em casa

Sasha já demonstrou que sabe voltar para marcar. Alex já atuou até como volante. Quando precisarmos do resultado (tipo tomar 1 a 0 fora nas oitavas da Libertadores e precisar fazer 2 em casa), esse é o esquema perfeito. Em tempo: a média de boas atuações do Nico é maior que a do Nilton e o Alan Costa é MUITO melhor que o Ernando.

Com todos à disposição, é o meu esquema preferido

Esse é o mesmo esquema utilizado quarta, mas com alguns ajustes que eu gostaria de fazer. Léo pode ser melhor que o Winck defensivamente falando, mas é muito pior no ataque. Winck é um verdadeiro ala, e esse é o esquema que a gente pode tirar 100% do futebol dele. A ideia é que Nico fique um pouco mais preso na defesa quando o time for atacar e os zagueiros fiquem fixos. Outra coisa: se um ala estiver na linha de fundo, o outro tem que estar na intermediária do ataque, esperando rebote e pronto pra um possível contra-ataque.

Pra pressionar

Esse é uma adaptação ao segundo esquema. Vamos imaginar a seguinte situação: oitavas-de-final da Libertadores. Levamos 1 a 0 fora e fomos para o vestiário perdendo pelo mesmo placar em casa. E seria esse o esquema que eu voltaria pro campo. Lisandro no lugar de Winck, um 4-1-3-3 extremamente ofensivo. A famosa tática “seja o que Deus quiser”.

A nossa sorte é que temos um ótimo elenco: se Nilmar estiver mal, entra Lisandro

É igual ao segundo esquema, com apenas duas alterações. Caso o Nilmar volte a não fazer gols (batam na madeira enquanto estiverem lendo), Lisandro tá pronto pra substituir ele. E Jorge Henrique é um jogador que cumpre o papel tático como poucos no Brasil. Além disso, já foi escalado ali contra o Aimoré.

Algumas observações:

– O Fabrício pode até ter feito um gol quarta, mas não deixa de ser o Fabrício.

– Se for para escalar os zagueiros, a trinca tem que ser a que eu botei em todos os esquemas. Alan Costa e Réver pelos lados, por serem zagueiros mais rápidos, e Juan no meio, pra ficar com a sobra. O velhinho tem uma técnica absurda, mas não pode ficar apostando corrida com ninguém (só Rafael Moura no treino).

– Esse é o esquema do Winck. Léo fez uma boa jogada, é verdade. Mas o Winck ataca e bate muito melhor na bola. É só ver quantos cruzamentos o Léo acertou desde que chegou aqui.

– Menções honrosas pra Alisson Farias e Valdívia, que são boas opções pro segundo tempo.

Por enquanto, é isso. Vamos ganhar do Brasil e atropelar o Emelec. Saudações coloradas!

About The Author

Henrique Chaparro

Diretor-geral dos sites QQD e Falando de Premier League. Criou o QQD em 2013 e não parou mais. Torce para Internacional acima de tudo e vai com a cara do Liverpool. No FIFA 17, gosta de jogar clássicos argentinos. Acredita que o rei do futebol é brasileiro.