Ganhamos! Aleluia! O Fred é o maior carrasco da história do Botafogo, Cristóvão se mantém no cargo pelo menos até o fim do Estadual e os nossos laterais precisam aprender a marcar. Até então, sem novidades. Mas usarei a boa atuação dos garotos de Xerém no clássico para levantar uma bola que tem me incomodado desde que os reforços de início de ano foram anunciados: garimpar é a mesma coisa que apostar? 

Primeiramente, na área ‘cornetadas’ da publicação ‘Se o Cristóvão é treinador, eu sou astronauta’, esse redator que vos fala parafraseou a seguinte citação: “Gerson, o volante, escalado por Cristóvão nesta posição diante do Resende, está sendo disputado aos tapas pelos gigantes da Europa devido as suas atuações como meia de criação.” Pois bem, jogou como meia contra o Botafogo e, ao lado de Wagner, teve atuação acima da média com direito a gol marcado. Viu, Cristóvão, é tão difícil assim fazer o simples? O feijão com arroz sempre dá certo. Sempre.

Gerson é apenas um dos pontos principais desse debate. Gerson, Kenedy, Marlon, Robert e etc… Vamos por partes. O Fluminense rompeu com a Unimed. Ok. Está com menos verba para investir em contratações. Correto. Mas o Cruzeiro 2013/2014 criou a ilusão de que garimpar jogadores de times menores é a mesma coisa que apostar. Não. Não é. E são coisas completamente diferentes.

O Cruzeiro não gastou montanhas de dinheiro com Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart, mas também não pagou a mixaria que o Fluminense depositou por Marlone e Vinicíus, por exemplo. Mesmo com passes baratos, um era destaque no Coritiba e o outro no Goiás. Seus nomes corriam na mídia, porém ninguém tinha coragem de investir em clubes menos expressivos. Os mineiros tiveram e, unidos a uma boa gestão e elenco, deu o resultado que vocês já sabem.

Já no Fluminense, investiu-se em jogadores destaques na Série B. Mas ninguém ouviu qualquer citação sobre os reforços. Eles sequer apareciam em qualquer lista de melhores do torneio. Victor Oliveira estava afastado no Atlético-GO, Vinícius fez um campeonato meia-boca pelo Náutico, Lucas Gomes foi rebaixado com o Icasa e assim segue a lista. Enfim, creio que alguns – alguns – tenham potencial para crescer e render no futuro, mas comparar essas apostas com o garimpo feito pelo Cruzeiro é de doer.

Por outro lado, pontos positivos. Os destaques tricolores neste início de temporada estão sendo as revelações da base, coisa que nunca veríamos se a Unimed ainda estivesse no clube. Gerson, como já citei acima, tem que jogar como meia. Kenedy, que não acho essa Coca-Cola toda, parece estar se soltando. Ainda tem o Robert com uma multa milionária entre os reservas e Marlon, que desde 2014 é titular absoluto, retornando à zaga. Estão sendo lançados no time titular aos poucos, de maneira correta, como deve ser feito.

O Fluminense precisava de um atacante de velocidade, trouxeram Lucas Gomes. Tinha necessidade? Lucas Gomes não é melhor que Kenedy ou Robert, tanto que perdeu a vaga no banco de reservas para MARCOS JÚNIOR no último jogo. Marlone, que não consegue cobrar uma falta por cima da barreira, é realmente melhor que o Gerson? João Filipe, que até hoje eu não entendo porque veio, é superior ao Marlon? Sinceramente, não é superior nem ao Elivélton. São contratações desnecessárias, dinheiro jogado fora.

Enfim, por sorte, seis reforços tem contrato até o fim de 2015 (Victor Oliveira vai até 2016) e todos terão tempo para desenvolver e mostrar a que vieram. Por hora, mantenho minha opinião. Era melhor segurar o dinheiro e investir em uma boa peça que realmente necessitamos, a contratar três, quatro jogadores que são do mesmo nível ou piores aos que já temos no elenco. Até o Biro Biro, que está fazendo gol a rodo na Ponte Preta, é melhor que esse Lucas Gomes.

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Choro dE Gerson me lembrou o de Wellington Silva (2009). Espero que fique mais tempo no clube. (Foto: Divulgação/Fluminense FC)

 Tribuna Tricolor

– Antes que digam que eu só sei cornetar, algumas contratações foram – sim – boas. Esse Giovanni tem ido bem, mas não tínhamos ninguém na lateral-esquerda. O Renato, antes de se lesionar e perder a vaga pro Wellington Silva, também estava voando. Levo fé no próprio Vinícius que eu citei no texto. O que me incomoda é gastos como, por exemplo, em Marlone ou Lucas Gomes, onde já tínhamos outros com o mesmo nível ou melhores no elenco.

– Li na timeline do twitter (@marcelloneves_) pedidos de Enderson Moreira no Fluminense em caso de uma possível demissão do Cristóvão Borges. Respeito, mas acho que uma leitura sobre os motivos dele ter saído do Santos cairia bem. Em resumo: era desrespeitoso com os garotos do elenco. Vocês o querem aqui na época em que Xerém está sendo valorizada? Querem mesmo?

– Estarei no primeiro podcast do Quatro Quatro Dois nesta segunda-feira (09). Tricolores, faço o convite para assistir a transmissão. Até lá!

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