Valeu mais pelo resultado do que pela atuação. Se não dá com habilidade, vai na raça. Faz tempo que eu não via essa garra em ti, Inter! Faz tempo que eu não te via correr desse jeito, Nilmar! E faz tempo que eu não via um lateral-esquerdo tão horrível no Beira-Rio. De qualquer forma, o importante foram os três pontos (graças a Deus, grupo tá unido). Mas há de se pensar muito sobre esse time.

Poderíamos dividir o jogo em quatro quartos, como no basquete, onde o Inter foi melhor no primeiro e no último. Até fazer o gol, o time dominava. Mas aí vem aquele velho problema, que Fernandão já falava em 2012: a zona de conforto. Parece que, ao marcar, o Inter para de jogar, como se fosse gol de ouro. E o time “buga”. Passa a atuar como um mero espectador.

Depois de tomar o primeiro gol, o Inter ficou abatido. Errava passes, não conseguia finalizar as jogadas… Era uma afobação. E isso é um problema recorrente do time. É incrível. Pra piorar, o time perdeu D’Alessandro, que saiu lesionado, e foi para o vestiário perdendo por 2 a 1. E é aí que entra o fator raça.

D’Ale > Iniesta (Foto: Divulgação/Inter)

É verdade que o Inter voltou mal do intervalo. Nervoso e afobado, cometendo erros primários. E é mais verdade ainda que o terceiro gol do Emelec poderia ter saído em qualquer uma das bolas cruzadas na área. Eu me borrei naquela que cruzaram da direita. Por incrível que pareça, o Inter não tomou o gol. Sorte de campeão?

Num momento horrível do Inter no jogo, Nilmar e Alex inverteram as posições. Grande enfiada do atacante e finalização fantástica do camisa 12. O gol de empate surgiu do nada para dar ânimo pros jogadores. O Colorado pressionou, pressionou e pressionou. Tanto bate até que fura.

Após uma saída bizarra do goleiro, a bola sobrou pro Réver. É importante ressaltar que o nosso zagueiro finaliza MUITO MELHOR que o Rafael Moura. Bateu de bate-pronto e guardou. Há de se destacar que esse gol salvou a atuação fraca do Réver. Mas ninguém me dá mais raiva que o Fabrício.

Passada a vitória heróica, vamos falar dos erros. Fabrício e Léo definitivamente não sabem marcar. E aí eu apresento duas propostas pro nosso querido Aguirre: ou joga com três zagueiros e Nilton e Nico na frente, ou tira os dois laterais, põe Gefferson e Winck e crava Nilton e Nico. Mas isso a gente vê depois. Vamo comemorar que não é sempre.

ALISSON: Seguro, como de costume. Não falhou nos gols. Apesar disso, ainda me arrepio quando a bola vai no gol, porque faz tempo que o Inter não me dá segurança nas traves. NOTA 6

LÉO: Falha demais na marcação. Faz uns ataques bons, mas o Winck joga muito mais. NOTA 4

ALAN COSTA: Sabe fazer o feijão com arroz. É só disso que eu precisava. NOTA 6

RÉVER: Se não fosse o gol, receberia uma nota 4. Mas foi decisivo demais. NOTA 5

FABRÍCIO: Fabrício. NOTA 2

NICO FREITAS: Tem tido atuações muito boas, mesmo falhando em alguns momentos. Mas Aránguiz é titular certo. Ou o uruguaio ou Nilton. NOTA 6

NILTON: Falhou em alguns lances. A lentidão é um problema que assombra ele. Mas foi raçudo, deu carrinho até com cãibra. NOTA 6

D’ALESSANDRO: Até onde deu, foi o centro do time, como de costume. É lindo ver que, mesmo quebrado, ajudou o técnico e virou torcedor do banco. NOTA 7

VITINHO: Jogou mal. Praticamente reservou seu espaço no banco. NOTA 4

EDUARDO SASHA: Quando não faz gols, cumpre bom papel tático. É esforçado e oportunista. NOTA 6

NILMAR: Parece que ele tá de volta. Correu muito, apavorou a defesa e ainda meteu um golaço. Foi o melhor em campo. NOTA 8

ALEX: Deu continuidade ao bom rendimento de D’Ale. Nos primeiros minutos, não estava muito centrado no jogo. Mas o segundo tempo foi digno de renovação automática de contrato. NOTA 7

LUQUE: Não recebeu a bola em condições de dar aquela arrancada característica. Pode contribuir mais. NOTA 5

JORGE HENRIQUE: Por incrível que pareça, eu gosto dele. É raçudo, volta pra marcar e ataca bem. Enquanto Lisandro não pode jogar, merece a titularidade. NOTA 6

PS.: Minha escalação (com todos à disposição) é a seguinte: Alisson; Alan Costa, Juan e Réver; Nico Freitas, Nilton e Aránguiz; D’Alessandro e Sasha; Nilmar e Lisandro.

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Henrique Chaparro

Diretor-geral dos sites QQD e Falando de Premier League. Criou o QQD em 2013 e não parou mais. Torce para Internacional acima de tudo e vai com a cara do Liverpool. No FIFA 17, gosta de jogar clássicos argentinos. Acredita que o rei do futebol é brasileiro.