Foi difícil não iniciar essa postagem com algum xingamento ou palavra de baixo calão, mas creio que nossos leitores não são obrigados a isso. Então, demonstro minha insatisfação em forma de ironia. O título é um exemplo. Cristóvão Borges, o “dito” treinador de futebol, está em atividade frente ao Fluminense Football Club desde o dia 2 de abril de 2014. Parabenizo o torcedor tricolor que ainda não morreu de desgosto.

São 54 jogos como técnico do clube, mantendo retrospecto de 26 vitórias, 10 empates e 18 derrotas. Aproveitamento inferior a 55% (54,32% oficialmente). Em qualquer situação, não só no futebol, mas como também na vida, qualquer cidadão com este coeficiente estaria demitido. Cristóvão não. Permanece por afinidade com a alta cúpula de futebol, pelo baixo salário que recebe e pela falta de opções no mercado.

Muito fala-se em um possível retorno de Abel Braga. É o melhor nome no momento, mas não creio que pagarão um alto salário para o mesmo. Ney Franco também está livre. Já montou excelentes timinhos com muito pouco, porém creio que não teria grande aceitação. Cuca, o meu preferido, dificilmente voltará ao Brasil tão cedo. Mercado escasso? Sim. Faltando opções? Não. Sinceramente, gostaria de ver o Marcão como treinador do Fluminense. Mesmo que como interino, creio que têm condições de fazer um trabalho tão razoável ou melhor que Cristóvão Borges.

Razoável. Razoável para ruim. Talvez mediano, não sei. Bom eu tenho certeza que não. Cristóvão foi engolido tática e tecnicamente pelos poderosíssimos Volta Redonda, Vasco e Resende no fortíssimo Campeonato Carioca, isso porquê sequer chegamos a metade do torneio. Não tem um padrão de jogo, não tem variação tática, não surpreender no ataque, não consegue armar uma defesa e insiste na fracassada linha de impedimento que já cansou de dar errado. Respira. Calma. Vamos lá.

Farei um teste com você, leitor. Digamos que a vergonhosa eliminação diante do América-RN não tenha acontecido. Relevemos a goleada para a Chapecoense em pleno Maracanã. Apaguemos todos os fracassos anteriores e, então, faço a pergunta: você consegue enxergar o Fluminense sendo campeão com Cristóvão Borges no comando? No Cariocão, só se Flamengo, Vasco e Botafogo fizerem força para não ser. No Brasileiro, Copa do Brasil ou até mesmo em uma Libertadores, é im-pos-sí-vel. 

Citarão o rompimento com a Unimed, mas não me prenderei nesse argumento fajuto como desculpa para fracasso. Outro treinadores montaram bons times com muito menos que o Fluminense tem hoje. Nosso “treinador” não levou nada enquanto comandava o melhor Vasco da Gama dos últimos anos (time este pré-montado por Ricardo Gomes, não por ele). Creio que não será diferente em Laranjeiras.

Poderia citar todas as deficiências – e não sou poucas – de Cristóvão Borges como treinador. Perderíamos um bom tempo e o texto ficaria chato e repetitivo. Sabendo disso, prefiro resumir toda minha insatisfação em apenas uma imagem. Ao autor dessa belíssima faixa, meus parabéns.

Saudações Tricolores.

ratinho

Tamanha genialidade que desconfio que Machado de Assis possa ter sido o autor (Foto: Reprodução/Facebook)

Cornetadas…

PS.: Gerson, o volante, escalado por Cristóvão nesta posição diante do Resende, está sendo disputado aos tapas pelos gigantes da Europa devido as suas atuações como meia de criação. Atuou assim nas categorias de base e na Seleção Brasileira. Mas, o errado sou eu em duvidar deste gênio do futebol contemporâneo.

PS2.: Kenedy, a jóia de Laranjeiras, o novo Messi de Xerém, agora é titular do Fluminense. Parabéns aos envolvidos. Enquanto isso, o Biro Biro está comendo a bola na Ponte Preta, marcando gol atrás de gol. Os números falam por sí.

PS3.: Marlone veio ao Fluminense por indicação do próprio Cristóvão. Creio que ainda possa evoluir e tornar-se um jogador decente, mas só conseguirei analisá-lo quando proceder um passe certo, ou cobrar uma falta por cima da barreira. Ainda não tive chances. Pena que o Cícero foi emprestado, não é? Cícero, aquele que o Cristóvão não gostava.

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