Nesse domingo (22), às 18:30 no estádio do Couto Pereira ocorre mais um Atletiba. O Atlético PR nos últimos anos decidiu inovar e não disputar o campeonato estadual com o time principal, apenas com o sub-23. Na época em que ainda disputava o campeonato paranaense com o time principal, o time fez grandes jogos com o Coritiba. No “Na Memória“ de hoje confira alguns confrontos históricos que envolvem esse clássico.

Em 2011, na final do Estadual, o Coritiba de Marcelo Oliveira vinha embalado no ano, não havia perdido nenhum jogo na temporada, havia disputado 25 jogos ao todo, conseguindo 23 vitórias e dois empates. Sendo 20 dessas vitórias consecutivas, o clube estava há uma vitória de igualar a sequência de 21 vitórias em sequêcia do histórico Palmeiras de 1996 (aquele Palmeiras treinado pelo Luxemburgo, que contava com Cafú e Junior nas laterais e Djalminha, Rivaldo, Muller e Luizão formando o quarteto ofensivo), e para igualar essa sequência enfrentaria o seu rival Atlético em plena Arena da baixada.

A vitória além de fazer com que o clube igualasse essa sequência, faria com que o clube fosse campeão estadual com uma rodada de antecedência.

O jogo:

A Partida começou movimentada, com chances boas para cada lado, Paulo Baier pelo Atlético e Bill pelo Coxa chegaram bem, mas suas jogadas foram anuladas por impedimento.

Aos 7 minutos o zagueiro Manoel foi expulso por cotovelada em Bill, o Atlético ficava com um a menos em campo. Porém isso não desanimou a equipe, o time começou a partir para o ataque e teve boas chances com Paulinho e Paulo Baier, mas a bola não entrou.

Parecia questão de tempo para o gol sair, a equipe do Atlético estava muito bem ofensivamente, e o Coritiba apto para contra-atacar, mas o jogo esfriou um pouco e só voltou a pegar fogo aos 29.

Guerrón cabeceou colocado mas Edson Bastos pegou! Depois o Coritiba foi pra frente, arrumou um escanteio, Pereira cabeceou, Renan Rocha fez um milagre, mas na volta a bola sobrou para Bill marcar, Coritiba 1 x 0 Atlético.

Sem muitas chances, o jogo voltou a ter destaque com um chute de Bill, de fora da área aos 44 min, que entrou e fez o Coritiba abrir 2 gols de vantagem.

Com a vantagem e o título praticamente definido, o Coritiba voltou e continuou no contra-ataque. O Atlético PR criou boas chances, mas nada que levasse efetivamente grande perigo.

O jogo ficou morno, a torcida começava a se dirigir para fora do estádio, parecia que terminaria em 2×0, até que aos 42 minutos, após lindo lançamento do goleiro Edson Bastos,  Pereira encobriu Renan Rocha e confirmava de vez o bicampeonato estadual do Coritiba e igualava uma marca histórica de vitórias.

Relembre os gols:

 

Um outro Atletiba histórico, e que provavelmente poucos conhecem, ocorreu em 1958, no estádio Joaquim Américo, mais conhecido como “Arena da Baixada”. No ano em que o Brasil conseguiria seu primeiro título mundial, um jogo histórico ocorria em Curitiba. Atlético e Coritiba fariam mais um Atletiba que entraria para a história, tal jogo ficaria conhecido mais tarde como “O clássico que não acabou”.

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Equipe do Atlético PR – 1958

No primeiro tempo o Atlético PR abriu o placar com Geraldino. Em um lance de dividida, o goleiro do Coritiba, Nivaldo, trombou com um atacante do Atlético, e a bola sobrou limpa para Jandir marcar o segundo gol da equipe Atleticana. No lance, o goleiro da equipe do Coxa se lesionou seriamente e foi para o hospital, e na época, não haviam substituições no futebol. Com isso, o ponta direita China se tornou o goleiro da equipe.

Com um a mais em campo, e com um ponta improvisado no gol na equipe adversária, o caminho para o Atlético fazer o terceiro ficou bem mais fácil, e ainda no primeiro tempo Izabellino marcou em um chute de fora da área.

Mesmo em desvantagem numérica no placar e nos jogadores dentro de campo, a equipe do Coritiba conseguiu marcar um gol com Almir, 3×1 para o Atlético. Ainda antes de acabar o primeiro tempo, Gaivota, ponta da equipe Atleticana, marcava o quarto gol da equipe no jogo. E pra piorar o Coritiba havia perdido mais um jogador por lesão, voltaria a segunda etapa com dois jogadores a menos.

Na segunda etapa, o jogo voltou eletrizante, e mais nervoso. A equipe alviverde fica com três a menos em campo após a expulsão de Aurélio que agrediu Geraldino. Em seguida pênalti para o Atlético. Gaivota que já havia marcado um gol foi para a cobrança, e o goleiro que não é goleiro, China, defendeu!

Aos 21, o artilheiro da equipe do Coxa, Duílio, abandona o campo por lesão. A Equipe ficava com quatro a menos em campo. Após sua saída, mais um gol do Atlético PR, Jandir marcava novamente.

O jogo ficava cada vez mais violento, e aos 29 o zagueiro da equipe alviverde Guimarães recebeu o cartão vermelho, e como a equipe do Coritiba ficava com 6 jogadores, o jogo teve de ser encerrado.

Dias após o clássico, a diretoria do Coritiba pediu a anulação do jogo. Porém o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) não aceitou, e o placar de 5×1 foi mantido.

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