Dizer que mais uma derrota dos brasileiros para os alemães não era esperado, pode ser o cúmulo da hipocrisia e do orgulho. Um fator óbvio: Colônia e Leverkusen estão em meio de temporada, enquanto Flu e Corinthians estão recém iniciando, o que realmente fez diferença.

Mas a questão não seria essa. Os alemães, mais uma vez, mostraram superioridade, não só na tática, mas como no preparo físico. Por mais que os times brasileiros queiram expandir sua marca para o exterior, uma competição contra alemães, quando a dor e a marca dos 7 a 1 ainda estão extremamente presentes, foi um tanto quanto precoce.

Analisando o Fluminense de Cristóvão Borges, o que pôde-se ver foi um time com inúmeras falhas.  O inicio de pré-temporada no Tricolor pareceu não ser suficiente para o time vingar e ganhar entrosamento. Pelo tempo de trabalho (apenas 10 dias) é compreensível.

Espalhado em um 4-3-1-2, que variava para o 4-2-3-1, o esquema tinha Walter na vaga de Fred, que ainda aprimora a parte física e só deve estrear no estadual. Wagner e Jean, alinhados pela esquerda e direita, respectivamente, deram uma certa liberdade para Conca dentro de campo. Lucas Gomes ora encostava em Walter, buscando o facão em diagonal, ora recuava até o meio, buscando jogo. Apesar de, na maior parte do tempo, o jogador acompanhava as descidas de Wendell, pela esquerda.

Todavia, o que se pode destacar é a falta de entrosamento do setor defensivo tricolor. Renato e Guilherme Santos pareciam perdidos em campo. Em diversos momentos do primeiro tempo, o Bayer Leverkusen, que jogava em bloco alto, acuava o Fluminense, que abusava de uma marcação espaçada. O que não faltou foram espaços nas costas dos laterais, para Bellarabi e Brandt, que faziam boas jogadas em diagonais, dificultando a vida de Diego Cavalieri. Vale ressaltar que o miolo central da zaga também mostrou displicência. Prova disso foi o gol de Kiessling, para o Bayer, em falha de Guilherme Mattis, que deixou o atacante subir sozinho após cobrança de escanteio.

Aproveitando a espaçada compactação do time de Cristóvão, o Leverkusen também teve seus méritos. Em um 4-2-3-1 eficaz, a equipe alemã mostrava boa movimentação do bloco ofensivo e articulação entre a defesa e o ataque de excelência. Gonzalo Castro e Bender mostraram eficiência ofensiva e defensiva. O quarteto ofensivo com Bellarabi, Calhanoglu, Brandt e Kiessling, também mostrou intensa movimentação e boas trocas de passes.

Bayer Leverkusen marcando o Flu sob pressão, deixando a equipe de Cristóvão, na maior parte do tempo, acuada em seu campo defensivo. Wagner se mostrou muito marcador no primeiro tempo, acompanhando sempre as descidas de Hilbert.

Bayer Leverkusen marcando o Flu sob pressão, deixando a equipe de Cristóvão, na maior parte do tempo, acuada em seu campo defensivo. Wagner se mostrou muito marcador no primeiro tempo, acompanhando sempre as descidas de Hilbert.

No segundo tempo, as duas equipes lançaram seus times reservas. Pelo lado do Flu, por mais que a equipe reserva seja bastante jovem, a disparidade física e técnica ainda era bastante notória. É tanto que, por mais que a presença ofensiva tenha sido ampliada, o Bayer soube aproveitar mais falhas do setor defensivo para marcar mais dois gols.

Alguns valores mostraram qualidade. Robert e o uruguaio Bryan Oliveira podem ser bastante úteis para o decorrer da temporada. Marlone, principal contratação para essa temporada, também mostrou bastante personalidade e qualidade técnica.

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